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Brasil/eleições

Religiões influenciam eleições no Brasil, sugere Le Monde

A Igreja Católica tem forte influência política no Brasil.
A Igreja Católica tem forte influência política no Brasil. Reuters

Na véspera do segundo turno das eleições, o Brasil é apresentado pelo correspondente do diário francês Le Monde no Rio de Janeiro, Jean-Pierre Langellier, como um Estado laico onde o poder das religiões populares é capaz de influenciar os temas dos debates dos candidatos à Presidência.

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O jornalista afirma que, depois das polêmicas sobre o aborto, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra decidiram excluir de suas propostas a legalização do direito à interrupção da gravidez e que, agora, preferem falar em "direito à vida" para agradar aos cristãos de todas as correntes.

A influência da religião na política brasileira rende uma reportagem de meia-página no Le Monde. O correspondente propõe uma análise histórica que remonta ao descobrimento do Brasil, em 1500, quando a primeira cruz católica foi fincada pelos portugueses em solo brasileiro.

"Na primeira constituição republicana, em 1891, inspirada pelo Positivismo, o Brasil proclamou, quatorze anos antes da França, a separação entre a Igreja e o Estado", lembra Jean-Pierre Langellier. Ele explica ainda que, entre os cristãos de hoje, há correntes de esquerda e de direita, e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte da "família de católicos de esquerda".

Le Monde publica ainda dados do estudo da Fundação Getúlio Vargas denominado "Geografia da religião no Brasil", que mostra que as igrejas evangélicas estão presentes principalmente nas periferias de grandes cidades.

O correspondente cita os escândalos relacionados ao bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e sugere que grande parte dos brasileiros que moram em locais pobres e violentos onde o Estado não está presente é influenciada a votar no candidato de seus líderes religiosos.

 

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