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Novo governo

Kirchner envia à posse de Dilma novo homem forte do governo argentino

Lula e Cristina Kirchner têm bom relacionamento apesar das divergências comerciais entre os dois países.
Lula e Cristina Kirchner têm bom relacionamento apesar das divergências comerciais entre os dois países. Reuters

Ainda de luto pela morte do marido, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, envia à posse de Dilma Rousseff o chanceler Héctor Timermann, que assumiu o cargo em junho, com força política reconhecida no governo kirchnerista. O presidente Lula é apontado na Argentina como o responsável pelo excelente momento do Brasil.

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Da correspondente em Buenos Aires, Marina Guimarães

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, avisou que não vai participar da cerimônia de posse de Dilma Rousseff, no dia 1° de janeiro. O governo argentino será representado pelo chanceler Héctor Timermann, que assumiu o cargo em junho desse ano, mas já é considerado um dos homens fortes do governo kirchnerista. A ausência de Cristina se deve ao luto que ainda está guardando pela morte do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, ocorrida há dois meses, vítima de complicações cardíacas. A presidente passará o final de ano com os dois filhos do casal e parentes na residência familiar de Rio Gallegos, capital da província de Santa ruz, na Patagônia.

Recentemente, Cristina voltou a elogiar a eleição de Dilma Rousseff, dizendo que será bom ter mais uma mulher no poder. No dia 16 pessado, em Foz do Iguaçu, Cristina ressaltou a importância de uma muhler presidir um país como o Brasil. Ela disse que Rousseff será recebida com muito afeto e carinho.

Na Argentina, o presidente Lula é amplamente reconhecido como o responsável pelo excelente momento do Brasil. Os argentinos acompanharam detalhadamente a sucessão presidencial e possuem uma enorme expectativa sobre a continuidade das políticas do governo brasileiro. Do ponto de vista da relação comercial entre os dois países sócios no Mercosul, não são esperadas mudanças fundamentais, já que a adoção de medidas de proteção ao mercado local é uma das principais políticas de comércio exterior da Argentina.

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