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China/Brasil

Mercadante faz balanço de acordos assinados entre Brasil e China

Dilma Rousseff conversa com o presidente da empresa Foxconn, Terry Gou (à esquerda), no complexo Diaoyutai, em Pequim.
Dilma Rousseff conversa com o presidente da empresa Foxconn, Terry Gou (à esquerda), no complexo Diaoyutai, em Pequim. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff encerrou hoje a primeira parte de sua visita à China, reservada principalmente à assinatura de acordos comerciais e investimentos do setor privado. A presidente e os ministros que a acompanham na viagem deixam Pequim nesta quarta-feira em direção à Sanya, onde acontece a Cúpula do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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Ana Carolina Dani, enviada especial da RFI à China

Segundo o governo brasileiro, houve avanços importantes em áreas estratégicas, como a venda e a produção de aviões da Embraer, a abertura do mercado chinês para a carne suína brasileira, o processamento de soja, além de um mega investimento de US$ 12 bilhões, quase R$ 19 bilhões, anunciado na terça-feira. "Foi muito positivo, fechamos a venda de 35 aviões da Embraer, mais de US$ 2 bilhões de alta tecnologia, que serão vendidos no próximo período. Abrimos o mercado de suínos, que sempre esteve fechado e asseguramos uma missão chinesa, que vai ao Brasil no primeiro semestre", disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em entrevista à RFI.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante

O ministro ainda destacou os acordos de colaboração cientifíca e tecnológica em várias áreas estratégicas, entre elas, nanotecnologia, novos materiais, agricultura e energias renováveis limpas. "Teremos ganhos de eficiência e científico, no Brasil e na China. Além disso, há os investimentos, que nós já conseguimos desenhar, já materializados."  Investimentos como o da empresa ZTL, que representarão US$ 250 milhões e a geração de 2 mil empregos em Hortolândia, no estado de São Paulo. O governo brasileiro também anunciou um contrato com a Highway, de US$ 300 milhões, em Campinas, além da doação de equipamentos para computação para as universidades brasileiras, que representam US$ 50 milhões.

O governo brasileiro também fechou uma proposta de investimento de US$ 12 bilhões com a Foxconn, a maior exportadora chinesa, líder mundial no setor de informática, com faturamento de US$ 100 bilhões por ano. A empresa possui uma filial no Brasil há oito anos. A expectativa é de que 100 mil empregos sejam criados, com a contratação de 20 mil engenheiros e15 mil técnicos profissionais nos próximos cinco anos.

Mercadante e outros ministros de Estado que acompanham Dilma nesta viagem, além da própria presidente, deixam Pequim no final da tarde quarta-feira em direção a Sanya, onde será realizada a Cúpula dos BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e mais recentemente a África do Sul. Nesta quarta-feira, pela manhã, Dilma visitou a cidade proibida, o complexo que durante cinco séculos foi residência da família imperial chinesa. Em seguida, ela se reuniu com o líder legislativo e com o premiê chinês, Wen Jiabao.

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