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Jornais franceses dizem que operação policial na Rocinha é ambiciosa

Tanque da polícia militar patrulha Favela da Rocinha, neste domingo, após a ocupação.
Tanque da polícia militar patrulha Favela da Rocinha, neste domingo, após a ocupação. REUTERS/Sergio Moraes

Os jornais franceses Le Monde e Libération que foram às bancas nesta segunda-feira exaltam a grandiosidade da operação do Bope neste domingo na Favela da Rocinha. "Um símbolo forte para as autoridades, que querem melhorar a imagem do Rio de Janeiro antes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016", diz correspondente.

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"Em menos de duas horas, três mil paraquedistas, fusileiros da Marinha e tropas de elite da polícia, apoiados por veículos blindados e helicópteros, tomaram o controle da maior favela do Brasil, ocupada por narcotraficantes há cerca de trinta anos", escreve Nicolas Bourcier, jornalista do Le Monde na cidade carioca.

O correspondente conta que 120 mil pessoas vivem nesta comunidade que nunca tinha presenciado uma operação de tão grande amplitude. Ele explica que centenas de soldados permanecerão no local durante dois ou três meses, antes da instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Le Monde entrevistou dois moradores da Rocinha que não se dizem convencidos da eficácia da operação militar. "A prisão do traficante 'Nem' foi um choque e a chegada dos agentes nos leva a um caminho desconhecido", diz um jovem de 20 anos. Outro entrevistado ironiza o fato de crianças continuarem vendendo drogas nas costas dos policiais, na entrada da favela. "Eu me pergunto para quem esses jovens vão entregar o dinheiro arrecadado, agora que os chefes do tráfico não estão mais aqui", afirma o morador.

O jornal Libération compara a estratégia de ocupação militar de favelas no Rio de Janeiro, elaborada em 2007, com o modelo instaurado na cidade colombiana de Medellín. "A violência foi reduzida drasticamente em vinte anos através de uma política de integração dos habitantes", lembra o jornalista. "No Rio, a estratégia das UPPs também apresenta um claro sucesso, mas o envio de policiais é longo e muito caro", acrescenta.

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