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Brasil/Meio Ambiente

ONG diz que é "loucura" decisão do STF em liberar retomada das obras de Belo Monte

Índios Xingus e Tapajós protestam contra Usina de Belo MOnte.
Índios Xingus e Tapajós protestam contra Usina de Belo MOnte. Flickr/International Rivers

A ONG Survival International qualifica de "loucura" a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou  a retomada das obras na hidrelétrica de Belo Monte. O presidente do STF, ministro Ayres Britto, concedeu na noite desta segunda-feira decisão provisória que autoriza a retomada das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

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A paralisação havia sido determinada no dia 14 de agosto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Mais cedo, nesta segunda, o Ministério Público Federal havia apresentado parecer no qual afirma ser contrário ao pedido do governo federal para a retomada das obras.

A porta-voz da ONG Survival International, Sarah Shenker, diz que a paralisação determinada há duas semanas tinha a intenção justamente de dar tempo aos índios da região do rio Xingu para que eles sejam consultados sobre esta que será a terceira maior barragem do mundo.  Entretanto, a consulta nunca foi realizada, segundo a ONG. " Isso é uma loucura dizer agora que a obra tem que continuar. Temos que respeitar o direito dos índios de poder viver nas suas terras".

A construção de Belo Monte possibilitará a produção de energia de mais de 11 mil Megawatts, o que corresponde à 11% da capacidade instalada do país. "O Brasil precisa de energia. Mas a busca pela energia não deve custar a vida das pessoas que moram na região", afirma Shenker. A construção de Belo alagará 502 quilômetros quadrados de terras. Mesmo que as terras indígenas estejam localizadas longe da área inundada, a ONG Survival International alega que todo o cotidiano dos índios será afetado devido à dependência das tribos à pesca local. 

 

 

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