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Imprensa

Le Monde analisa racismo no Brasil

Obra do Museu do Imigrante em São Paulo.
Obra do Museu do Imigrante em São Paulo. Flickr/ Elton Melo

Em seu caderno de cultura e ideias do final de semana, o jornal Le Monde dedica duas páginas ao racismo no Brasil. "O país apresenta a imagem, enganadora, de uma sociedade tão mestiça que a cor da pele não conta. A ponto de se esquecer de que foi a nação mais escravagista da América. Mas as discriminações contra os negros - escola, universidade, trabalho - são tamanha hoje em dia que o país adotou cotas", escreve o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Nicolas Bourcier.

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O texto lembra que os trabalhos arqueológicos no local onde se encontrava o cais do Valongo, ponto de chegada dos escravos na virada do século 19, coloca em evidência a amplidão do comércio negreiro no Brasil: do século 16 ao século 19, 4 milhões de escravos desembarcaram no país, dez vezes mais que a quantidade enviada aos Estados Unidos.

O jornal cita Joaquim Barbosa, o primeiro juiz negro nomeado para o Supremo Tribunal Federal. O magistrado diz que "o racismo no Brasil é mascarado, sutil, expresso de maneira velada, subestimado pela mídia. Mesmo assim é extremamente violento".

O jornalista de Le Monde explica que o Brasil tentou durante anos apagar seu passado escravagista. Da estratégia do governo de clarear a população graças à imigração maciça de trabalhadores europeus ao mito da democracia racial, o texto reconstitui várias fases da questão racial na sociedade brasileira.

O texto conclui dizendo que agora a mentalidade dos brasileiros está mudando. Um símbolo forte disso foi o debate sobre a discriminação positiva e a adoção do sistema de cotas para negros na universidade pública.

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