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Brasil/ França

Ministro francês da Defesa vai ao México e ao Brasil, onde encontra Amorim

MInistro francês Jean-Yves Le Drian chega no domingo ao Brasil
MInistro francês Jean-Yves Le Drian chega no domingo ao Brasil REUTERS/Francois Lenoir

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, inicia hoje uma visita ao México e depois ao Brasil, onde vai debater o aprofundamento das parcerias militares com o colega Celso Amorim. O encontro com o ministro brasileiro é visto por Paris como o ponto alto da viagem à América Latina.

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Depois de chegar no domingo ao Brasil, Le Drian se reúne com Amorim na segunda-feira pela manhã, em Brasília. Da capital, ele parte ao Rio de Janeiro, onde vai visitar a futura base submarina de Itaguaí. Le Drian ainda deve conversar com alguns dos cerca de 500 industriários franceses instalados no país.

Os dois países se comprometeram a aprofundar a parceria estratégica de longa duração estabelecida na presidência de Nicolas Sarkozy, substituído pelo socialista François Hollande em maio deste ano. O entourage de Le Drian afirma que o maior objetivo da visita será determinar as prioridades do Brasil em matéria de defesa.

Em 2009, o grupo francês de fabricação naval DCNS assinou um contrato de 6,7 bilhões de euros para a construção de cinco submarinos, entre eles um nuclear de ataque, junto com a Marinha brasileira.Outro contrato importante, assinado em 2008, é para a produção de 50 helicópteros militares de transporte EC725, fabricados pela Helibras, filial brasileira da Eurocopter.

Mas a maior expectativa dos franceses é avançar na venda dos caças Rafale. A empresa Dassault disputa com a americana Boeing e a sueca Grippen uma licitação estimada em mais de 5 bilhões de dólares, para a compra de 11 aviões de combate. Brasília adiou a decisão para 2013.

No plano diplomático, Paris espera ainda conversar sobre as responsabilidades de Brasília nocenário internacional, e a crise na Síria não deve ficar de fora da pauta. Ao contrário da França, o Brasil se opõe a uma intervenção militar na Síria, apesar dos pelo menos 33 mil mortos registrados no país desde o início do conflito entre o presidente Bachar al-Assad e opositores. Também a violência na América Latina deve ser abordada.

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