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Brasil/ França

França tenta aprofundar parceria estratégica com Brasil, diz Le Monde

Os ministros da Defesa brasileiro Celso Amorim (d) e francês, Jean Yves Le Drian na base naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (5).
Os ministros da Defesa brasileiro Celso Amorim (d) e francês, Jean Yves Le Drian na base naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (5). REUTERS

O jornal Le Monde, que chega às bancas na quarta-feira, destaca a visita do ministro da defesa francês, Jean Yves Le Drian, ao Brasil. Segundo o diário, o atual governo busca aprofundar a parceria estratégica com o Brasil.

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“Um emblemático projeto está sendo conduzido há três anos pelo grupo francês de construção naval DCNS em parceria com o brasileiro Odebrecht”, na base naval de Itaguaí, afirma o Le Monde, se referindo à construção de cinco submarinos, entre eles um nuclear.

Este é o maior contrato militar internacional assinado pela França, chegando a 6,7 bilhões de euros. O projeto deve durar quinze anos e inclui transferências de tecnologia durante várias décadas.

“Dois bilhões de euros a mais do que o contrato para o qual o Rafale da Dassault está em concorrência”, afirma o jornal, se referindo à aquisição de caças pelo ministério da Defesa, projeto em discussão desde o governo Lula.

Le Drian afirmou que era portador de uma “mensagem de continuidade”. Mas que a parceria entre os dois países não se resumira mais “às relações singulares pessoais que tinham (o ex-presidente francês) Nicolas Sarkozy e Lula”. “Não havia mis dialogo estratégico, além da discussão sobre o Rafale,”, dizem fontes próximas ao ministro francês citadas pelo jornal.

De acordo com Le Monde, para enfrentar as crises internacionais os dois países devem superar as divergências do passado, principalmente sobre o Irã. Entre os temas de interesse comuns abordados durante o encontro entre o ministro da defesa Celso Amorim e Le Drian estão a luta contra o tráfico de drogas no Caribe, a pirataria no golfo da Guiné e a formação de contingentes africanos para manter a paz.

Com relação ao Rafale, Le Drian repetiu diante da imprensa que “Itaguaí é exemplo de uma parceria exemplar com uma transferência de tecnologia nunca antes alcançada. O que nós propomos para o Rafale é da mesma ordem, sem restrição. Agora é o Brasil que deve decidir”.
 

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