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BRASIL/POLITICA

PT rejeita discurso de "Volta, Lula" e reafirma apoio à reeleição de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula participam das comemorações de aniversário de 31 anos do PT
A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula participam das comemorações de aniversário de 31 anos do PT 10022011-10022011FRP004.jpg Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Para o PT, a queda da popularidade da presidente diante de protestos era esperada e não causa medo para 2014. Cientista político ouvido pela RFI acredita que candidatura de Lula é possibilidade remota, mas, para deputado do PMDB, o momento é de reavaliar as alianças.

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Durante o pior momento da presidência de Dilma Rousseff, em função da onda de protestos em todo Brasil nas últimas três semanas e da queda nos índices de popularidade do governo, volta na militância do PT a ideia de lançar Lula como candidato nas eleições do ano que vem. O partido, entretanto, rechaça a ideia e, pelo menos oficialmente, reafirma o apoio à presidente.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a ideia é descabida."Todos os chefes de Executivo foram atingidos, inclusive do PSDB e PMDB; Não há crise, nem motivo para o PT se apavorar. É muito cômodo para o partido ficar falando 'Volta, Lula', mas Dilma será a candidata", afirma o deputado.

No fim de semana, a pesquisa Datafolha registrou uma queda de 21% da aprovação do governo e, se a eleição fosse hoje, Dilma não venceria no primeiro turno. Com 30% das intenções de voto, ela enfrentaria Marina Silva no segundo turno, que tenta viabilizar a Rede Sustentabilidade para concorrer em 2014 e tem a preferencia de 23% dos eleitores. Já Lula, lembrado por 55% dos entrevistados, seria o único a ganhar no primeiro turno.

Improvável candidato

Para o cientista politico Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília, a possibilidade de Lula concorrer é muito remota. "Ele tem essa aprovação pois quem está fora do poder tem a vantagem de não ter os defeitos tão lembrados quando a presidente em exercício. Além disso, quem está no poder leva sempre vantagem sobre todos os outros candidatos, pois tem o controle da máquina pública a seu lado", comenta.

O próprio Lula afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao jornal "Valor Econômico", que descarta a possibilidade de ser candidato. Questionado sobre um eventual retorno em 2014, Lula se limitou a responder "não".

Nogueira ainda afirma que o sucesso do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, entre os eleitores - ele tem 15% no cenário com Dilma e 13%, com Lula - deve-se a uma crise de representatividade dos partidos políticos, mas não deve se traduzir em uma candidatura. "Ele não tem o apoio de um grande partido nem patrocinadores para a campanha. E tem muitos inimigos no poder. Não acho que seria uma candidatura viável", pondera.

Apesar de o PT reafirmar que Dilma será a candidata, o PMDB, principal partido da base aliada, deve se aproveitar do momento para renegociar sua participação do governo. "Temos que repensar os acordos firmados para 2014, ver qual o rumo que a sociedade quer tomar. Os projetos do Executivo, com menos popularidade, não serão mais automaticamente aprovados", afirma o deputado peemedebista Lúcio Vieira Lima (BA).

Nesta segunda-feira, Dilma se reúne com seus 39 ministros na Granja do Torto para discutir ações do governo para os próximos meses.

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