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Brasil/Alemanha

Feira de Frankfurt vira palanque para reivindicações brasileiras

Nova lei sobre as biografias e ausência de jovens escritores brasileiros de literatura fantástica foi alvo de críticas na Feira do Livro de Frankfurt.
Nova lei sobre as biografias e ausência de jovens escritores brasileiros de literatura fantástica foi alvo de críticas na Feira do Livro de Frankfurt. Adriana Brandão

A Feira do Livro de Frankfurt, que este ano tem o Brasil como convidado de honra, se transformou em um palanque de reivindicações e protestos brasileiros. Várias polêmicas marcam essa importante participação do país no maior evento editorial do mundo. O editor alemão de Paulo Coelho confirmou que o escritor não vai participar dessa 65ª edição da feira em protesto contra a ausência de jovens autores na seleção feita por Brasília.

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Enviada especial a Frankfurt

Depois das críticas à falta de representatividade racial na lista dos 70 escritores convidados, e ao alto custo dessa participação aos cofres públicos (quase 20 milhões de reais), agora foi a vez dos escritores presentes na Feira do Livro de Frankfurt fazerem campanha pela modificação da lei sobre biografias no Brasil.

Em palestra nessa quarta-feira, 9 de outubro, no estande das editoras brasileiras, Laurentino Gomes, autor do best-seller histórico 1808, disse que o atual código civil é anticonstitucional e lembra os tempos da ditadura militar no país. O escritor internacionalizou em Frankfurt a campanha brasileira pela modificação da legislação que exige a autorização prévia do biografado para a publicação de biografias.

Paulo Coelho

Paulo Coelho não respondeu ao convite para integrar a comitiva de escritores do Brasil, não apareceu na cerimônia de abertura, e os organizadores acabaram confirmando o cancelamento de sua participação oficial. O escritor mais popular do país tinha anunciado pela imprensa que não viria ao evento alemão em protesto contra a ausência de jovens escritores de literatura fantástica na seleção oficial brasileira. 

Muita gente em Frankfurt apostava que Paulo Coelho iria aparecer por conta própria, no estande de sua editora alemã. Mas nessa quarta-feira, a Diogenes confirmou que o escritor não virá. “Quem sai perdendo é a Feira de Frankfurt”, disse o editor à imprensa.

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