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Brasil/ aeroportos

Operadora do melhor aeroporto do mundo vai administrar Galeão

Leilões aconteceram nesta manhã na Bovespa,em São Paulo (foto de 30 de maio de 2013).
Leilões aconteceram nesta manhã na Bovespa,em São Paulo (foto de 30 de maio de 2013). Wikimedia Commons

A operadora Changi, que administra o melhor aeroporto mundo, o de Cingapura, integra com a brasileira Odebrecht o consórcio Aeroportos do Futuro, vencedor do leilão para a administração do aeroporto Galeão (RJ). O terminal foi leiloado nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) junto com o Tancredo Neves, em Confins (MG). O governo arrecadou 20 bilhões de reais com os dois leilões.

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O aeroporto mineiro foi arrematado pelo consorcio Aerobrasil (Flughafen München, de Munique/Flughafen Zurich, de Zurique, com a Companhia de Participações em Concessões CPC-CCR). A CCR é majoritária com 75%, enquanto a operadora suíça entra com 24% e a alemã, com apenas 1%. O lance vencedor foi de R$ 1.820.000,00 – um ágio de 66% em relação ao valor inicial.

Para o aeroporto fluminense, as cifras são mais elevadas: com ágio de 294% em relação à proposta inicial, de R$ 4,828 bilhões, o Galeão foi arrematado por R$ 19.018.888.000,00. A oferta da Aeroportos do Futuro ficou bastante acima das concorrentes. A brasileira Odebrecht Transportes S.A, liderou com participação de 60%, e a Changi completa com 40%. O consórcio do qual fazia parte a ADP, de Paris, ficou em segundo lugar, com R$ 14,5 bilhões.

O leilão de Confins foi mais disputado, com um total de seis lances. Os leilões aconteceram simultaneamente na Bovespa, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira. O mesmo consórcio não podia vencer as duas disputas. Cinco consórcios participaram da concorrência: todos disputaram o Galeão, e três queriam também o de Confins.

Movimento

Juntos, os dois aeroportos movimentam 14% do total de passageiros do país, 10% da carga e 12% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro. Ambos terão fiscalização e gerenciamento da Anac, o mesmo procedimento adotado para os demais aeroportos leiloados recentemente no país, como os de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

O Galeão é o segundo aeroporto mais movimentado do país, com cerca de 17,5 milhões de passageiros. O prazo de concessão será de 25 anos e pode ser prorrogado uma vez, por mais cinco anos.

No de Confins, o prazo de concessão será de 30 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos. Cerca de 10,4 milhões de passageiros passam pelo Tancredo Neves por ano.

Durante este período, nos dois aeroportos, os consórcios vencedores se comprometem a investir mais de R$ 7 bilhões para ampliar e melhorar as estruturas. Entre as obras previstas estão a construção de estacionamento, pontes de embarque no Galão e um novo terminal de passageiros em Confins.

Quando os contratos forem assinados, haverá um período de transição de seis meses em que as concessionárias administrarão os aeroportos junto com a Infraero, que possui 49% de participação acionária nos terminais aéreos.

 

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