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Brasil/ Justiça

Ministra francesa perguntou a Joaquim Barbosa sobre candidatura à presidência

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, realizou palestra nesta sexta-feira, em Paris.
Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, realizou palestra nesta sexta-feira, em Paris. RFI

A eventual migração para a política do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, provoca curiosidade nos brasileiros e interessa até a ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira. Durante um jantar oficial realizado na quarta-feira (22), em Paris, Taubira questionou Barbosa sobre o assunto. A jornalistas, nesta sexta-feira (24), o brasileiro afirmou estar “se divertindo” com as especulações.

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Barbosa e Taubira tiveram uma reunião na noite de quarta-feira, seguida de um jantar com outras autoridades. Na ocasião, a ministra francesa questionou o presidente do STF sobre os rumores de que seria candidato à presidência da República.

“Ela tem informações sobre pesquisas que saíram no Brasil, dizendo que eu tenho tal percentual, e tal. Ela esteve no Brasil recentemente e sabe disso”, relatou Barbosa, nesta sexta-feira, durante uma entrevista coletiva após realizar uma palestra no Conselho Constitucional francês, em Paris. “Não só ela perguntou, mas outros falaram disso aí também”, contou o ministro, que interrompeu as férias para atender a convites de eventos na França e na Inglaterra.

Questionado sobre o que teria respondido a Taubira, Barbosa reiterou que não têm planos imediatos de entrar na política. “Não, eu não sou candidato. Não estou preocupado com isso, aliás, estou me divertindo com isso.”

Prisões a conta-gotas

O presidente do STF também rebateu as críticas de que estaria decretando a conta-gotas as prisões dos 25 réus condenados pelo esquema do mensalão, processo do qual foi relator. Sete condenados ainda aguardam a assinatura do mandado de prisão, como o ex-deputado federal João Paulo Cunha. Segundo o ministro, “cada caso é um caso”.

“Houve prisões a conta-gotas? Foram feitas 12 prisões de uma vez só”, afirmou. “Cada caso é um caso. Nós estamos examinando a vida de pessoas. E eu não cuido só disso”, argumentou Barbosa.

O ministro foi criticado por ter saído de férias sem decretar a prisão de Cunha, após ter rejeitado os recursos dos advogados do petista. Na quarta-feira, já em Paris, ele argumentou que “qualquer um” dos ministros que o substituem na presidência do Supremo poderia ter assinado o documento. Ainda garantiu que, se estivesse no lugar dos interinos, “jamais hesitaria em tomar essa decisão”.

No entender dos substitutos Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski, cabe ao relator do processo – Barbosa – determinar a prisão. “Eu não estou preocupado com nada disso”, declarou o presidente nesta sexta, ao comentar a polêmica gerada sobre o assunto no Brasil.

Palestra no Conselho Constitucional

Joaquim Barbosa era o convidado de honra de um colóquio sobre Direito Constitucional no Conselho Constitucional francês. O evento foi aberto pelo presidente da instituição, Jean-Louis Debré.

Em sua palestra, o presidente do STF destacou a transparência do Judiciário brasileiro, que há 10 anos retransmite ao vivo as sessões dos julgamentos, inclusive as deliberações. Barbosa lembrou do sucesso de audiências públicas para debater temas polêmicos como aborto ou casamento entre pessoas do mesmo sexo. E ressaltou o papel do STF em julgar casos de interesse da sociedade do país, uma vez que o Brasil possui uma das constituições mais longas e abrangentes do mundo. “Nada escapa ao controle da corte”, comentou, diante de uma sala lotada.

 

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