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Brasil/violência

Operação do Exército e da PM na Maré será por tempo indeterminado

Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, receberá intervenção federal.
Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, receberá intervenção federal. Flikcr/ par Elisângela Leite

As Forças Federais e as Forças de Segurança do Estado do Rio vão atuar em conjunto para conter a onda de ataques a comunidades pacificadas. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fez pessoalmente o pedido à presidente Dilma Rousseff na sexta-feira passada. Resultado: até o final desta semana, o Rio de Janeiro terá o reforço federal na segurança.

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A prioridade da operação é o Complexo da Maré. Com 130 mil habitantes, ele fica próximo ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro, principal porta de acesso dos estrangeiros que visitam a cidade. Embora o discurso oficial afirme que a intervenção federal não tenha como objetivo apenas a segurança na Copa do Mundo, a proximidade com o Mundial também é uma preocupação das autoridades.

Em declarações à imprensa, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou a operação: "É hora de reunirmos os profissionais de Segurança Pública para deliberarmos as ações, mas já estamos tomando medidas pelas polícias Militar e Civil. Todos os homens e mulheres estão de plantão, trabalhando nesse momento para garantir a paz. Estamos agindo desde já e vamos continuar nesse esforço conjunto com o governo federal", disse Cabral.

Ocupação de comunidades

Antes dessa intervenção do exército brasileiro, porém, a Polícia Militar do Rio de Janeiro já ocupou as comunidades Parque União e a Nova Holanda, no Complexo do Maré, além de outras regiões da zona norte da cidade. Essas comunidades têm como característica a presença da facção criminosa conhecida como Terceiro Comando Puro.O grupo de criminosos é apontado como o responsável pelos recentes ataques às UPPs.

Em entrevista à Rádio França Internacional, o tenente-coronel Claudio Costa, porta-voz da Polícila Militar do Rio de Janeiro, explicou a ação da polícia. "A nossa ocupação visa prender marginais e apreender drogas e armas. Temos feito, desde sexta-feira passada, ações em algumas comunidades em que uma determinada facção criminosa atua. (...) A [operação] continuará por tempo indeterminado", afirmou o tenente-coronel.

Para especialistas, essa ocupação deve seguir os moldes daquela realizada do Complexo do Alemão em 2010. Na ocasião,  2.600 paraquedistas, fuzileiros navais, membros da tropa de elite da polícia e policiais militares ocuparam a comunidade.

Etapas

Embora a polícia ainda não confime, a operação conjunta na Maré deverá acontecer em duas fases. Numa primeira etapa, provavelmente já no próximo final de semana, batalhões de Operações Especiais - Bope- e da Polícia Rodoviária Federal entrarão na Maré. A ação deve contar com blindados da Marinha, já os utilizamos em outras ocupações. "Esse apoio da Marinha do Brasil, com seus blindados, é fundamental", avaliou o porta-voz da Polícila Militar. Questionado de a operação terminaria após a Copa, o porta-voz da PM respondeu que o objetivo é de longo prazo. "Essa ocupação vai acontecer e não tem mais saída. (...) A partir do momento que nós ocuparmos, nós não sairemos mais", afirmou.

 

 

 

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