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Economia/Empregos

Banco Mundial elogia Bolsa Família, mas diz que programa não é suficiente

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. Reuters/Stefan Wermuth

O presidente do Banco Mundial (BM), o coreano Jim Yong Kim, elogiou nesta quinta-feira (10) os programas de distribuição de renda adotados no Brasil (Bolsa Família) e no México (Oportunidades), durante entrevista coletiva em Washington, na abertura das reuniões semestrais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e BM. Kim destacou, no entanto, que melhorar a distribuição da renda não basta. Segundo ele, o desafio agora, para toda a América Latina, é abrir o mercado de trabalho formal às famílias e mulheres antes excluídas.

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Em países onde esses programas de incentivos não foram implementadas, ou onde os resultados ainda estão emergindo, deve ser dada especial atenção à criação de "um ambiente de negócios no qual o setor privado possa crescer e criar empregos", disse Kim.

Um estudo do Banco Mundial concluiu que "nas economias em desenvolvimento, mais de 90% de todos os empregos criados foram oferecidos pelo setor setor privado", disse Kim. "Onde houve sucesso "nos esforços para tirar as pessoas da pobreza", é necessário concentrar-se "na obtenção de bons empregos para perpetuar a nova situação", insistiu o presidente do BM.

Na quarta-feira, o economista -chefe do Banco Mundial para a América Latina, Augusto De La Torre, advertiu que o baixo crescimento da região neste ano deve interromper o ciclo de progresso obtido no domínio social. "Com o tipo de crescimento que estamos vendo atualmente, não será possível manter o ritmo de progresso social que tivemos em anos anteriores", disse ele. Para De La Torre , a região vai experimentar uma "estagnação do progresso", sem que as melhorias sociais alcançadas sejam afetadas.

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