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Candidatura/ Eleições 2014

Para analista, Marina é fundamental para chapa de Eduardo Campos

A ex-senadora Marina Silva declarou apoio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside o partido.
A ex-senadora Marina Silva declarou apoio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside o partido. José Cruz/Agência Brasil

O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lançou na segunda-feira (14), em Brasília, a sua pré-candidatura à Presidência da República com a ex-senadora Marina Silva como vice na chapa. Na ocasião, foram apresentados os princípios da campanha eleitoral da dupla, que pretende ampliar os debates para elaborar o programa de governo e mais transparência e visibilidade às ações e prestação de contas.

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Com a colaboração de Camila Cesar

Na opinião do analista do Observatório Político da América Latina, da Sciences Po de Paris, Gaspard Estrada, a principal estratégia da aliança é aproveitar a visibilidade da ex-ministra. "O 'x' da questão dessa aliança vai residir na capacidade efetiva da Marina Silva de transferir a sua imagem em votos para Eduardo Campos", avalia o cientista político.

Peça-chave na disputa

Apesar das pesquisas apontarem queda nas intenções de voto de Marina Silva após sua integração ao PSB em novembro de 2013, Estrada acredita que a dupla vai ter uma boa aceitação pela parcela do eleitorado que busca uma mudança efetiva no atual cenário político brasileiro. A grande dúvida é se esse número vai ser suficiente para alavancar e tornar a candidatura viável. Segundo o analista, o grande entrave da candidatura de Campos é a ausência de alianças políticas a nível estadual. "A aposta do PSB é compensar essa fragilidade com Marina Silva, que foi candidata pelo Partido Verde (PV) em 2010 e teve cerca de 20 milhões de votos e, obviamente, tem um respaldo e um conhecimento político superior ao de Eduardo Campos", opina.

Estratégia para vencer polarização

Para Estrada, se não houver uma penetração eleitoral, vai ser difícil que Eduardo Campos consiga se inserir na disputa, já que PT e PSDB tentam manter a polarização entre esses dois partidos. "Para Aécio Neves (PSDB)   explica o cientista político   o mais importante é chegar em segundo lugar no primeiro turno e, sobretudo, forçar o segundo. Já o PT se esforça para manter uma base aliada coesa em torno da reeleiçao da atual presidente Dilma Rousseff. Então, se Campos não se apresentar com uma candidatura viável, vai ser difícil quebrar essa polarização. O interesse estratégico tanto do PT quanto do PSDB é de evitar o crescimento dessa candidatura.", avalia.

A aposta da dupla é apresentar um caminho alternativo ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para os eleitores, siglas que se alternam no poder desde 1994. A oficialização das candidaturas será confirmada em junho, durante as convenções oficiais dos partidos. O 1° turno das eleições no Brasil ocorre no dia 5 de outubro e o 2° será no dia 26 de outubro de 2014.

 

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