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Brasil

Justiça italiana anuncia extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil

Extradição de Henrique Pizzolato é autorizada pela Justiça italiana
Extradição de Henrique Pizzolato é autorizada pela Justiça italiana Agência Brasil/ EBC

A Corte de Cassação de Roma, na Itália, autorizou nesta quinta-feira (12) a extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, que foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), ele cometeu crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. 

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Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

Pizzolato deve voltar ainda nesta quinta-feira (12) para a prisão em Módena. O ex-diretor  do Banco do Brasil apenas poderá recorrer da decisão ao Ministro da Justiça, Andrea Orlando, que, segundo a Constituição italiana, tem o poder de vetar uma extradição.

O ministro tem 20 dias para comunicar a decisão de extraditar ou não Pizzolato para o Brasil para que cumpra o restante da pena de 12 anos e 7 meses de prisão, de acordo com o julgamento do mensalão.

Na quarta-feira (11), cinco juízes se reuniram a portas fechadas até tarde da noite, o significa que o caso de Pizzolato foi debatido profundamente. A decisão de extraditar Pizzolato pode ser interpretada como uma vitória do governo brasileiro, que forneceu garantias de que Pizzolato teria a sua integridade física respeitada nas prisões brasileiras. Essa argumentação convenceu os juízes.

Argumentos da defesa

No julgamento anterior, a Corte de Apelação de Bolonha havia acatado os argumentos da defesa, que demonstravam que o sistema carcerário do Brasil representava um perigo para Pizzolato, já que os detidos sofrem contínuas violências e torturas.

A decisão da Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana, reverteu a situação causando surpresa, pois Pizzolato tem dupla cidadania, brasileira e italiana, e dificilmente a Itália extradita seus cidadãos. 

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