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UE/ Brasil

Dilma elogia aproximação da UE de Cuba e pede fim do embargo

Presidente Dilma Rousseff se retira do primeiro dia da cúpula, entre o presidente francês, François Hollande (e.) e o premiê britânico, David Cameron.
Presidente Dilma Rousseff se retira do primeiro dia da cúpula, entre o presidente francês, François Hollande (e.) e o premiê britânico, David Cameron. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff elogiou nesta quarta-feira (10) a aproximação recente da União Europeia de Cuba, ocorrida depois que os Estados Unidos reataram as relações diplomáticas com a ilha. Na abertura da 2a cúpula União Europeia - Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos), em Bruxelas, a presidente voltou a pedir o fim do embargo internacional a Havana.

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Dilma saudou a visita feita pelo presidente francês, François Hollande, e a chefe da Diplomacia europeia, Federica Mogherini, à capital cubana. Havia uma grande expectativa de que o líder Raúl Castro participasse da cúpula na capital belga, mas ele acabou sendo representado pelo vice-presidente, Miguel Díaz Canel.

Em seu discurso, a presidente brasileira destacou que a retomada do diálogo direto entre americanos e cubanos significam o fim “dos últimos resquícios da Guerra Fria na América Latina”.

“O fim do anacrônico embargo – que, há mais de cinco décadas, vitima o povo cubano – é imprescindível para completar essa mudança”, disse. O assunto também foi tratado na reunião bilateral que a petista teve com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, nesta manhã.

Olimpíadas melhores que as de Londres 

Durante a tarde, a presidente se encontrou com os primeiros-ministros da Bulgária, Rosen Plevneliev, e do Reino Unido. Ela elogiou as Olimpíadas de Londres, em 2012, mas disse que a meta do Brasil é fazer Jogos Olímpicos ainda melhores no Rio de Janeiro.

“O Brasil está com tudo bastante adiantado em tempo, e nós pretendemos fazer uma festa monumental", observou, ao lado de Cameron. "A meta de quem recebe as Olimpíadas é fazer mais e melhor. Essa é a nossa meta."

A presidente também chamou a atenção para as negociações climáticas: ela pediu a criação de um fundo internacional para ajudar os países em desenvolvimento a financiar a adaptação para uma economia menos poluente. Esse fundo seria de pelo menos US$ 100 mil. Ela deseja que a Conferência do Clima de Paris (COP-21), em dezembro, seja “um marco na governança ambiental”.

A cúpula da Celac-União Europeia termina nesta quinta-feira. Antes de retornar ao Brasil, Dilma se reúne com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras - do partido de esquerda radical Syriza - , com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Enquanto isso, ministros dos países do Mercosul e os negociadores de Comissão de Comércio da União Europeia terão um encontro para tratar do futuro das negociações sobre o acordo comercial entre os dois blocos econômicos. O objetivo do governo brasileiro é fixar um calendário para a apresentação das propostas de cada lado, com vistas a avançar no diálogo para reduzir as barreiras que travam as exportações e importações entre as duas regiões.

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