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Mensalão

Decisão final sobre extradição de Pizzolato será anunciada no dia 23

Palazzo Spada, sede do Conselho de Estado italiano em Roma.
Palazzo Spada, sede do Conselho de Estado italiano em Roma. Lalupa/Wikipedia

Após ser suspensa pela segunda vez na última sexta-feira (12), a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato deverá ter um desfecho definitivo no próximo dia 23 de junho. É quando o Conselho de Estado da Itália se reúne, a partir das 9h30 (5h30 em Brasília) para julgar o último recurso possível por sua permanência no país.

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Na semana passada, após o sinal verde do Ministério da Justiça, a extradição chegou até a ganhar data: a partir desta segunda-feira (15), as autoridades brasileiras estariam autorizadas a repatriar Pizzolato, que foi condenado por corrupção passiva no caso do Mensalão. O advogado de defesa não hesitou em recorrer ao Conselho de Justiça, último possível antes da extradição.

O conselho – órgão formado por parlamentares e juristas que revisa procedimentos ao longo de um processo – decidiu então suspender a extradição para análise, o que surpreendeu a diplomacia brasileira. Depois da autorização do primeiro-ministro Matteo Renzi, na semana passada, poucos apostariam em uma nova suspensão.

Novela de 1 ano e 4 meses

A novela da extradição de Henrique Pizzolato se arrasta desde fevereiro de 2014, quando ele foi preso por autoridades italianas após fugir do Brasil. Desde então, o processo de extradição caminha lentamente, tendo sido suspenso duas vezes.

O Ministro da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo, se limitou a dizer que o país fará, em conjunto com o Ministério Público, “o possível para que as decisões da Justiça brasileira sejam cumpridas”, mas não detalhou o que pretende fazer até o dia da decisão final da Justiça italiana.

O ex-diretor foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, na Ação Penal 470, o já célebre caso do mensalão. Antes de ser condenado, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália com identidade falsa em 2013, mas acabou sendo preso em fevereiro de 2014, na cidade de Maranello. Ele deve cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde outros condenados no processo do mensalão estão presos.
 

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