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Brasil/Clima

Brasil precisa lutar contra desmatamento para cumprir meta climática, diz relatório

Brasil precisa combater desmatamento para atingir meta climática
Brasil precisa combater desmatamento para atingir meta climática Welington Pedro de Oliveira

O Brasil deve acentuar a luta contra o desmatamento se quiser cumprir o compromisso de reduzir suas emissões de CO2 em 37%, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira (22) durante as negociações sobre as mudanças climáticas em Bonn, na Alemanha.

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Se Brasil, China, Estados Unidos, União Europeia, Índia e Japão quiserem contribuir para que o planeta não aumente sua temperatura em mais de 2 ºC, deverão modificar drasticamente sua maneira de produzir e consumir energia, explicou o documento, elaborado coletivamente por 14 centros de pesquisa destes países.

O limite de 2 ºC para meados do século foi levantado pelos cientistas de um painel das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas e é um dos principais objetivos das negociações de Bonn. Um total de 195 membros da conferência sobre as mudanças climáticas (COP21), que acontece em dezembro em Paris, negociam um projeto de acordo até sexta-feira (23). Esse projeto deve posteriormente ser ratificado na capital francesa.

Sistema energético limpo

"O Brasil tem um dos sistemas energéticos mais limpos do mundo e uma matriz energética de baixa emissão de CO2", lembra o documento, encomendado pela Comissão Europeia. O país tem uma grande tradição de produção energética de origem hídrica, de consumo de biocombustíveis e também aumentou sua produção de energia eólica.

Mas seu compromisso de reduzir em 37% seu atual nível de emissões de CO2 até 2030 exige sacrifícios suplementares, porque seu consumo de energia de origem fóssil segue aumentando. "Nossa análise sugere que os compromissos do Brasil requerem uma implementação total de medidas ambiciosas contra o desmatamento e para reduzir as emissões no setor agrícola", explicou Roberto Schaeffer, do Centro de Economia Energética e Ambiental, um dos autores do texto.

Os compromissos nacionais de redução de gases de efeito estufa de todos os países estudados precisam ser fortalecidos, adverte o texto, em consonância com outro estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE).

"Algumas soluções cruciais para a baixa emissão de carbono, como os veículos elétricos ou os biocombustíveis avançados, não vão poder ser desenvolvidas na escala e na velocidade necessárias para um cenário de 2 ºC de aumento de temperatura, explica o texto.
 

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