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Brasil/COP21

Obama felicita Dilma por liderança em acordo da COP21

Presidenta Dilma Rousseff participou da COP21 em Paris
Presidenta Dilma Rousseff participou da COP21 em Paris Rafael Carlota/PR

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta terça-feira (14) a Dilma Rousseff para agradecer e felicitar a presidente brasileira por sua "liderança" na obtenção do acordo histórico na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), encerrada no último sábado (12) em Paris. A nota oficial da Casa Branca diz que o líder norte-americano ampliou suas felicitações à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

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O telefonema foi confirmado pela presidência brasileira. Após a conversa, Dilma Rousseff tuítou: o "presidente @BarackObama me telefonou para felicitar a atuação do Brasil na #COP21". Ainda pelo Twitter a presidente brasileira felicitou Obama pela liderança pró-ativa desempenhada pelos Estados Unidos em Paris.

Participação da delegação brasileira na COP21

Depois das duas semanas de intensas negociações na Conferência do Clima de Paris, a delegação brasileira voltou para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resumiu a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista à RFI. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo”, completou

O acordo da COP21 tem força de lei. Ele ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas. O documento ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

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