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Brasil/Arte

Museu brasileiro Inhotim é a Disney de arte contemporânea, diz Libération

Libération de 4 de janeiro de 2016.
Libération de 4 de janeiro de 2016.

"Uma coleção de hectares de arte contemporânea" é o título da grande matéria publicada por Libération sobre o museu brasileiro Inhotim. A enviada especial do jornal francês a Brumadinho, Minas Gerais, ficou impressionada com o que viu: "No coração do Brasil, um magnata controverso semeia, a céu aberto e em uma natureza exuberante, centenas de obras monumentais." Uma verdadeira "Disneylândia" de arte contemporânea, garante o jornal.

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O texto informa que Inhotim está localizado em Brumadinho, modesta cidade mineradora a 60 km de Belo Horizonte, no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. O "espetacular museu a céu aberto", um dos maiores do mundo, é o cenário para a coleção de arte contemporânea do milionário Bernardo Paz. Estão expostas no "imenso jardim botânico perdido no meio do nada", obras monumentais de várias gerações de artistas internacionais e brasileiros de renome.

Suspeitas de lavagem de dinheiro

O '"imperador de Inhotim", Bernardo Paz, que fez fortuna no setor da mineração, mora sozinho na área do museu. Libération diz que ele cultiva uma imagem de "eremita excêntrico e humanista, para desviar a atenção de sua má reputação." A matéria lembra os vários escândalos em que o milionário foi envolvido: suspeita de fraude fiscal e de usar Inhotim como fachada para a lavagem de dinheiro. Acusações que não espantaram os generosos patrocinadores do museu, entre eles várias empresas públicas, ressalta o texto.

Curadores e especialistas de arte foram entrevistados. Muitos elogiam a iniciativa, mas alguns criticam a falta de ousadia do colecionador que só investe em artistas de renome. Os críticos pediram anonimato, com medo da fama de "vingativo" de Bernardo Paz. A enviada especial de Libé também entrevistou visitantes estrangeiros, que representam 13% do total. Um casal, que passou dois dias no local, lamentou a dificuldade de acesso e o preço alto da entrada, mas disse que valeu a pena.

Futuro de Inhotim incerto?

O fato de Inhotim ser uma coleção privada em uma propriedade privada é apontado como uma ambiguidade, que levanta dúvidas sobre o futuro do museu. Bernardo Paz afirma que Inhotim pertence ao público. Concretamente, ele emprestou sua coleção ao museu por 20 anos. Lembrando que o milionário já vendeu uma primeiro coleção de arte moderna, Libé se pergunta o que acontecerá depois dessa data. E se o "mecenas perder o interesse pela arte contemporânea?", questiona o jornal.

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