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Crime

Passaportes brasileiros falsos são encontrados por polícia na Tailândia

Passaportes brasileiros falsos são encontrados em batida policial na Tailândia
Passaportes brasileiros falsos são encontrados em batida policial na Tailândia Marcos Santos/Usp Imagens

Uma rede acusada de fabricar centenas de documentos falsos foi desmantelada esta semana na Tailândia. Passaportes brasileiros foram encontrados com os falsários durante a batida policial na capital Bangcoc.

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Os documentos falsos, fabricados principalmente a partir de passaportes verdadeiros roubados de turistas, eram enviados pelo correio para “clientes” no mundo inteiro. Segundo Nathathorn Prousoontorn, dos serviços de imigração da Tailândia, a maioria dos compradores seriam iraquianos, sírios, iranianos ou afegãos, que usariam os documentos para entrar na Europa.

Hamid Reza Jafary, um iraniano vivendo na Tailândia há 25 anos, suspeito de ser o chefe do esquema, foi preso na operação, na segunda-feira (8), junto com cinco paquistaneses, acusados de cumplicidade. De acordo com Prousoontorn, o suposto líder da gang, conhecido como “doutor”, “detinha seis passaportes falsos: três do Brasil, um peruano, um português e um neozelandês”. Os brasileiros não precisam de visto para entrar na União Europeia, o que valoriza os documentos nacionais no mercado negro. 

Passaportes falsos custavam mais de R$ 5 mil

A Tailândia, onde milhares de documentos de turistas são roubados ou perdidos todos os anos, é um país conhecido como grande produtor de documentos falsos. De acordo com a polícia, os passaportes descobertos em Bangcoc eram vendidos entre € 1.200 e € 2.000 euros (de R$ 5.200 e R$ 8.700). Segundo as autoridades, o grupo desmantelado é uma das maiores redes do país, conhecida por sua capacidade de produzir falsificações de qualidade.

Em março de 2014, dois passageiros com passaportes roubados na Tailândia embarcaram no voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu quando fazia a rota entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China. Já em 2010, a polícia prendeu dois paquistaneses e uma tailandesa acusados de fabricar documentos falsos. A detenção foi feita quando as autoridades investigavam um grupo ligado aos atentados terroristas de Mumbai, que deixaram 166 mortos em 2008, e de Madrid, quando 191 pessoas morreram, em 2004.

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