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Brasil/zika

Casos de zika vão diminuir nas Olimpíadas, diz especialista francês

Coletiva de imprensa sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016 e Rio 2016 Jogos Paraolímpicos e o vírus Zika.
Coletiva de imprensa sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016 e Rio 2016 Jogos Paraolímpicos e o vírus Zika. REUTERS/Ricardo Moraes

Para Eric Caumes, diretor do serviço de doenças tropicais do hospital francês Pitié Salpêtrière, apesar do avanço da doença, o número de casos deve diminuir no inverno, durante as Olimpíadas.

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Apesar das Olimpíadas favorecerem a circulação de um grande número de pessoas, aumentando potencialmente as transmissões, o inverno deve bloquear o avanço do vírus, diz o professor Caumes. “O mosquito precisa de 24 graus constante para se reproduzir”, explica. “Historicamente sabemos que nas epidemias de dengue, os casos desaparecem no inverno, e a epidemia acaba em maio, em geral”, declarou. O fato das temperaturas continuarem altas no inverno brasileiro não altera o ciclo do mosquito, afirma.

A epidemia do zika vírus no Brasil, onde já foram confirmados mais de 1 milhão de casos, por enquanto não é motivo de preocupação para o Comitê Olímpico Internacional, que já declarou que o Brasil está pronto para organizar o evento.

Um plano de ação já foi estabelecido para minimizar o impacto do vírus e "aconselhar" os visitantes das áreas atingidas.  Uma precaução necessária, mas o especialista francês é otimista. “O número de casos vai diminuir. Os Jogos Olímpicos acontecem em pleno inverno, quando não há mais mosquitos ou eles são menos ativos”, explica Caumes. “Eles estarão em hibernação."

Paralelamente, o diretor do hospital francês também explica que há uma confusão entre os mosquitos transmissores: no Brasil, apenas o Aedes aegypti é vetor da doença, que também pode ser transmitida pelo mosquito tigre, conhecido como Aedes Albopictus, presente em algumas regiões da Europa, inclusive na França. “Não há mosquito tigre no Brasil e as pessoas às vezes confundem os vetores”, declara.

Vacina deve ser lançada no mínimo em três anos

O laboratório farmacêutico Sanofi declarou na terça-feira (09) que os testes clínicos da vacina contra o zika vírus devem começar dentro de um ano. “Mas seu desenvolvimento vai demorar no mínimo três anos”, disse o diretor-geral Olivier Brandicourt. Segundo ele, as equipes agora buscam verificar se os pacientes que adquiriram uma imunidade contra a dengue estão protegidos do zika. “Isso seria uma ótima novidade”, declarou.

Para o professor Caumes, é difícil imaginar uma vacina antes de dez anos. “Isso exige anos e anos de pesquisa, e por enquanto não temos nada sobre o zika. Basta ver há quanto tempo começaram os estudos sobre a dengue antes do lançamento de uma vacina”, diz.

Governos do mundo inteiro se comprometeram a apoiar o desenvolvimento de uma vacina. O presidente americano Barack Obama anunciou na segunda-feira (8) a intenção de desbloquear US$ 1,8 bilhão para a prevenção e a pesquisa sobre o zika.

 

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