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Corrupção

PJ e PF detêm suspeito da Lava Jato em Lisboa

Raul Schmidt Felippe Junior, detido em Lisboa, é investigado por pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobras.
Raul Schmidt Felippe Junior, detido em Lisboa, é investigado por pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobras. Reuters/Ricardo Moraes

A primeira fase internacional da operação Lava Jato, ocorrida nesta segunda-feira (21) em Lisboa (Portugal), é destaque nos principais portais portugueses na internet. A Polícia Judiciária (PJ) e a Polícia Federal (PF) detiveram o brasileiro Raul Schmidt Felippe Junior em um prédio de luxo no centro da capital portuguesa. Foragido desde julho do ano passado, ele é suspeito de envolvimento no pagamento de propinas da Petrobras.

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De acordo com comunicado emitido pela Procuradoria da República no estado do Paraná, o brasileiro, que também tem nacionalidade portuguesa, é investigado por intermediar propinas com os ex-diretores da estatal petrolífera Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Os investigadores brasileiros suspeitam que o homem tenha desviado dinheiro para Zelada, de quem foi sócio em uma empresa de energia solar.

Detido desde julho de 2015, Zelada foi condenado no início de fevereiro a 12 anos e dois meses de prisão pela justiça brasileira por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele também teria recebido subornos através de uma rede de enriquecimento ilícito, que custou US$ 2 bilhões para a empresa petrolífera. Além de servir como operador financeiro no pagamento de propinas, Schmidt teria facilitado a obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal a empresas internacionais.

A operação conjunta das autoridades portuguesas e brasileiras cumpriu uma carta rogatória relacionada com a Lava Jato. O jornal português Público relata que Schmidt era procurado pela polícia portuguesa há vários meses. "Ele estava escondido, não saía de casa e contaria com o apoio de familiares em Portugal, uma vez que tem dupla nacionalidade", informa o diário.

Participaram da operação nesta manhã inspectores da PJ, investigadores da PF, um procurador do Ministério Público (MP) português, um procurador do MP brasileiro ligado à Lava Jato e um juiz de instrução criminal português.

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