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Brasil/zika

Pesquisa americana comprova ligação entre zika e microcefalia

O Dr. Anthony Fauci (direita), diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e Dr. Anne Schuchat, diretora adjunta dos Centros de Prevenção de controle de doenças durante coletiva sobre o vírus Zika na Casa Branca, em Washington 11/04/16
O Dr. Anthony Fauci (direita), diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e Dr. Anne Schuchat, diretora adjunta dos Centros de Prevenção de controle de doenças durante coletiva sobre o vírus Zika na Casa Branca, em Washington 11/04/16 REUTERS/Kevin Lamarque TPX IMAGES OF THE DAY

Um grupo de pesquisadores americanos provou pela primeira vez que o vírus zika pode provocar a microcefalia no feto. O estudo foi anunciado nesta quarta-feira (13) pelo Centro Americano de Controle e Prevenção das Doenças (CDC), e publicado no jornal especializado New England.

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“Agora está claro, nossos pesquisadores concluíram que a zika provoca a microcefalia”, declarou o diretor do CDC, Tom Frieden. “Ainda há muitas coisas que ignoramos, mas não há mais dúvidas sobre a relação entre o vírus e a microcefalia”, declarou. As crianças com microcefalia têm um crânio menor do que o normal. Já havia uma forte suspeita entre o zika e a má-formação congênita, mas ela nunca tinha sido comprovada.

“O conjunto de pesquisas clínicas, epidemiológicas e moleculares nos ajudaram a resolver o quebra-cabeças”, explica. Um desses estudos mostrou, por exemplo, que o zika ataca e destrói células cerebrais humanas desenvolvidas em laboratório. Segundo o diretor do CDC, trata-se de algo inédito.

“Nunca havia ocorrido uma situação como essa, em que a picada do mosquito pode provocar uma má-formação devastadora como essa no feto.” No Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas foram contaminadas, entre elas, diversas mulheres grávidas.

“Muitas questões ainda precisam ser esclarecidas”

Muitas questões ainda precisam ser respondidas, de acordo com Frieden. Uma delas é em qual período da gravidez o risco de má-formação é maior em caso de infecção. Segundo ele, existe um esforço internacional com outros países e a OMS para tirar essas dúvidas.

Ainda existem muitas lacunas: ainda não foi comprovada, por exemplo, a associação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré, uma síndrome inflamatória auto-imune, que ataca os nervos e traz fraqueza muscular.

 

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