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Discurso/1° de Maio

Para imprensa europeia, 'pacote de bondades' foi 'despedida' de Dilma

Brasil enfrenta semana crucial no processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, segundo Les Echos.
Brasil enfrenta semana crucial no processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, segundo Les Echos. lesechos/ RFI

O diário econômico Les Echos informa nesta segunda-feira (2) que o Brasil enfrenta uma semana crucial, com duas das três etapas do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff previstas no Senado. O discurso da presidente na manifestação do dia dos trabalhadores em São Paulo é analisado na imprensa francesa e espanhola.

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A presidente Dilma "utilizou seu último cartucho" na manifestação de domingo (1°) e prometeu "resistir até o fim", relata Les Echos. O diário cita o reajuste de 9% no Bolsa Família, e as críticas que a medida recebeu na concentração pró-impeachment, organizada pela Força Sindical. "Os anti-Dilma acreditam que a votação no Senado será uma mera formalidade", diz o texto.

Na Espanha, o jornal El País afirma que Dilma participou de seu "último grande ato de massa" antes de deixar o poder. O jornal espanhol afirma que o reajuste no Bolsa Família e as vantagens fiscais anunciadas por Dilma para as classes média e baixa eram necessários, na avaliação do PT, como "gesto de despedida" da presidente.

Les Echos e El País publicam o calendário de votação. No dia 4, o senador Antonio Anastasia, relator do processo no Senado, apresenta seu relatório favorável à destituição de Dilma. Em seguida, no dia 6, o documento será submetido à votação em comissão, explica o jornal francês.

Senado sob suspeita de irregularidades

Um terço dos senadores membros da comissão que votará o impeachment da presidente da República no Senado são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destaca Les Echos. A última etapa de tramitação do processo está prevista no dia 11 de maio, com a votação em sessão plenária.

Les Echos explica que se a maioria simples dos 81 senadores aprovar o pedido de impeachment aprovado na Câmara, a presidente Dilma será afastada do cargo por 180 dias. "O vice-presidente Michel Temer assumirá então a presidência e poderá formar um novo governo." O texto afirma que "ao longo desse período, o Senado, chefiado pelo presidente do Supremo, efetuará o julgamento formal de Dilma".

Caso dois terços dos senadores votem a favor do impedimento, a presidente será destituída e Temer poderá terminar o mandato até o final de 2018. Nesse ponto do texto, Les Echos destaca novamente que 39 dos 81 senadores brasileiros são investigados por irregularidades, 12 deles citados no escândalo de corrupção da Petrobras.

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