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Olimpíadas/Crise/Rio

Prefeito do Rio nega crise e diz que Olimpíadas não prejudicam investimentos na cidade

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, faz balanço financeiros das Olimpíadas e nega crise financeira.
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, faz balanço financeiros das Olimpíadas e nega crise financeira. VANDERLEI ALMEIDA / AFP

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez nesta terça-feira (21) um balanço financeiro dos Jogos Rio 2016. Numa clara tentativa de contrapor a posição do governo estadual, que decretou estado de calamidade pública devido à crise financeira no último dia 17, Paes procurou assegurar que mesmo com os investimentos nos jogos, o município do Rio não está sendo prejudicado.

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Paes disse que a prefeitura é responsável pela execução de 93,5% da construção das instalações esportivas e todas, com exceção do Velódromo, já foram entregues e testadas. Os 6,5% restantes referem-se basicamente a obras de energia elétrica, que ficaram a cargo do governo federal.

Saíram dos cofres da prefeitura carioca 70% de tudo o que foi gasto na construção das arenas olímpicas. A Prefeitura carioca investiu R$ 19,31 bilhões (61%) nos jogos; o Estado investiu R$ 10 bilhões na Rio 2016 (31,5% do total) e o Governo Federal, R$ 2,36 bilhões (7,5%). Paes disse ainda que os R$ 732 milhões que saíram dos cofres municipais para instalações esportivas, “equivalem a apenas 1% dos R$ 65 bilhões investidos pela Prefeitura do Rio em educação e saúde entre 2009 e 2016”.

Paes procurou ressaltar ainda que, ao contrário do que é dito, boa parte dos recursos para a realização do evento provêm da iniciativa privada. Do orçamento total dos Jogos Olímpicos – R$ 39,07 bilhões –, 57% vêm de fontes privadas. E dois terços deste valor (R$ 24,6 bilhões) são investidos em projetos de legado para a cidade.

Legado será maior que o prometido, afirma Paes

O prefeito fez questão de listar o legado que os jogos deixarão para o município: 150 km de BRTs e VLT, ampliação do metrô, revitalização da região do Porto e do Centro Histórico, urbanização de áreas degradadas, saneamento e reservatórios para combater alagamentos recorrentes. Paes lembrou ainda que o legado foi ampliado durante a organização dos jogos: o compromisso no Dossiê de Candidatura era entregar 17 projetos, mas os moradores do Rio ganharão 27 até o evento.

Durante a apresentação, o prefeito carioca fez uma comparação dos gastos realizados pelo Rio de janeiro e Londres, cidade-sede dos últimos jogos olímpicos. Há quatro anos, os Jogos de Londres (estádios + Comitê Organizador) custaram US$ 14,8 bilhões – US$ 4 bilhões a mais do que o Rio está investindo em todo o seu projeto olímpico, incluindo as obras de legado. Apenas 20% dos gastos dos Jogos ingleses vieram da iniciativa privada. No Rio, a proporção é inversa: 80% dos custos com instalações esportivas e operação do evento (Comitê) são financiados pelo setor privado.

Para efeito de comparação, o Estádio Olímpico londrino custou sozinho R$ 3,5 bilhões – o equivalente à soma de todas as obras do Parque Olímpico Rio 2016, do Complexo Esportivo de Deodoro, do Campo de Golfe e da adaptação do Estádio Olímpico.
 

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