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Brasil-Mundo

Brasileiro se destaca em Israel como “anjo investidor" em empresas start-up

Áudio 03:09
O investidor brasileiro Michel Abadi, fundador da Maverick Ventures, em Jerusalém.
O investidor brasileiro Michel Abadi, fundador da Maverick Ventures, em Jerusalém. Reprodução

Um brasileiro está se destacando, em Israel, como um dos maiores investidores em empresas embrionárias, as chamadas start-ups. Há 12 anos morando no país, o engenheiro paulista Michel Abadi criou, em 2013, com o sócio israelense Yaron Carni, a Maverick Ventures, que investe de US$ 1 mihão a US$ 3 milhões em cada start-up selecionada. No momento, a Maverick tem dez start-ups em seu portfolio, com mais duas em fase de inclusão.

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Daniela Kresch, especial para a RFI, de Tel Aviv

Diariamente, Abadi recebe de dois a três pedidos de investimento, mas escolhe apenas as iniciativas mais criativas, com inovações tecnológicas. Em geral, os possíveis agraciados são jovens empreendedores que desenvolvem soluções que, segundo eles, podem mudar o mundo.

“Em Israel, a ambição é muito forte. Eles querem realmente mudar o mundo. Não necessariamente na parte financeira, quer dizer, logicamente o dinheiro vem junto. Mas o principal objetivo deles, normalmente, é desenvolver soluções para o mundo inteiro”, diz Michel Abadi.

O sucesso de um brasileiro como ‘anjo’, como é chamado esse tipo de investidor no jargão econômico, não é comum em Israel, país com a maior densidade de start-ups do mundo.

Hoje, no país, há 6 mil start-ups para 8 milhões de habitantes – uma empresa para cada 1,5 mil pessoas, quase três vezes mais do que a proporção nos Estados Unidos.

Michel Abadi (primeiro à esquerda) com o sócio Yaron Carni e a equipe da Maverick Ventures
Michel Abadi (primeiro à esquerda) com o sócio Yaron Carni e a equipe da Maverick Ventures Reprodução

Abadi conta que o fato de ele ser brasileiro às vezes surpreende empreendedores.“Sim, inicialmente é uma surpresa porque somos muito poucos brasileiros nessa indústria, mas, logo em seguida, a reação é muito positiva”, afirma.

Michel Abadi diz, no entanto, enfrentar algumas suspeitas por ser brasileiro. Os israelenses temem, por exemplo, que chegue atrasado a reuniões ou se comporte de maneira menos profissional. O esteriótipo é rapidamente quebrado pelo “anjo” paulista.

Outro fator de receio são os atuais escândalos de corrupção no Brasil. Mas isso é superado quando os empreendedores percebem que Abadi pode orientá-los a fazer negócios numa das maiores economia do mundo.

“Depois da surpresa vem a realização de que isso pode ser uma vantagem para eles, pode ser um novo mercado que eles não pensaram antes. É positivo”, considera.

Michel Abadi também é fundador do “Beit Brasil” (Casa do Brasil, em hebraico), uma ONG criada há dois anos para ajuda imigrantes brasileiros após a chegada ao país.

A imigração brasileira para Israel triplicou desde 2014. Este ano, a expectativa é de que mil brasileiros desembarquem em Israel.

“A gente criou uma rede de voluntários, somos quase 150 pessoas já espalhadas no país. Então, quando um brasileiro está a caminho daqui, ficamos sabendo e estendemos a mão. Oferecemos o tempo e o conhecimento do voluntário para responder as dúvidas e para acompanhar o imigrante nos primeiros passos”, explica.

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