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Igreja/Pedofilia

Papa aceita renúncia do arcebispo da Paraíba por escândalo de pedofilia

Arcebispo Aldo Di Cillo Pagotto renunciou ao cargo
Arcebispo Aldo Di Cillo Pagotto renunciou ao cargo Arquidiocese da Paraíba

O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (6) que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba, após uma investigação da Santa Sé sobre um escândalo de pedofilia. O sacerdote vinha sendo investigado desde 2015.

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O papa "aceitou a renúncia" de Aldo Di Cillo Pagotto, afirma o comunicado divulgado pelo Vaticano, sem revelar mais detalhes. De acordo com a imprensa italiana, o religioso ítalo-brasileiro de 66 anos é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores. O caso teria vindo à tona com a carta de denúncia de uma mulher, que o acusou de manter relações com um rapaz de 18 anos.

A renúncia do arcebispo da Paraíba foi aceita com base no artigo 401/2 do Código de Direito Canônico, indica a nota do Vaticano. Este artigo se aplica a "causas graves", segundo as normas jurídicas que regulam a igreja católica.

A Conferência Episcopal do Brasil chamou a atenção do religioso em várias ocasiões depois de queixas feitas por fiéis, e por isso ele foi submetido a duas visitas canônicas ordenadas por Roma. Depois do início da investigação do Vaticano, em 2015, Di Cillo Pagotto recebeu a determinação de não ordenar padres ou receber novos seminaristas.

O nome do religioso circulou durante o Sínodo de Bispos sobre a Família, celebrado no ano passado no Vaticano, já que fazia parte do grupo de prelados ultraconservadores defensores de uma posição mais rígida sobre a família.

A renúncia do arcebispo brasileiro chamou a atenção da imprensa italiana, mas também dos jornais franceses, com reportagem publicada nesta quarta-feira no vespertino Le Monde.

Nova instância para julgar pedofilia na igreja católica

Com um novo decreto emitido em junho pelo papa Francisco e incorporado no direito canônico, o pontífice argentino anunciou que os bispos culpados de negligência frente a casos de abusos sexuais contra menores poderiam ser destituídos. Isso abriu caminho para o afastamento de padres culpados por negligência envolvendo casos de pedofilia dentro da igreja.

Francisco criou uma instância judiciária para julgar os padres pedófilos e instituiu uma comissão internacional de especialistas encarregados de propor medidas de prevenção desses casos. Além do mais, se reuniu com vítimas de abusos sexuais em Roma e nos Estados Unidos.

Desde que se tornou papa em 2013, Francisco vem lutando contra a pedofilia dentro da igreja, com medidas que as associações de vítimas consideram ainda insuficientes, pois acreditam que o Vaticano continua encobrindo casos de abusos dentro da instituição.

(Com informações da AFP)
 

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