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Olimpíada

Hollande vai ao Brasil fazer lobby para candidatura de Paris 2024

A ex-corredora francesa Christine Arron apresenta o logotipo da campanha de Paris 2024.
A ex-corredora francesa Christine Arron apresenta o logotipo da campanha de Paris 2024. AFP PHOTO / FRANCOIS GUILLOT

A viagem do presidente francês, François, Hollande, ao Brasil nesta semana, para participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio e defender a candidatura francesa às Olimpíadas de 2024, em Paris, é destaque no jornal Le Parisien desta segunda-feira (31).

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Le Parisien mostra que Hollande chegará ao Brasil na quinta-feira com uma intensa agenda de lobbying de apoio à candidatura parisiense. A delegação francesa contará ainda com a prefeita da capital, a também socialista Anne Hidalgo, e a dirigente da região Île de France, Valérie Pecresse, de oposição.

Logo na manhã de quinta-feira, Hollande vai entregar uma medalha de condecoração ao jogador brasileiro Paulo Cesar, que jogou no Olympique de Marselha. Na sequência, a delegação francesa visitará a vila olímpica e será recebida para um jantar oferecido pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach. Como o principal objetivo da viagem é atrair apoio para a candidatura de Paris 2024, Hollande dará uma coletiva de imprensa no Rio para defender as vantagens do projeto francês em relação aos concorrentes − Roma, Budapeste e, principalmente, Los Angeles.

Segundo o Le Parisien, os assessores do presidente sabem que a visita de três dias ao Brasil não vai desviar a atenção dos franceses dos problemas mais urgentes da nação, como o combate ao terrorismo e ao desemprego. Mas faz tempo que Paris quer promover uma Olimpíada e, desta vez, os organizadores do projeto tentam corrigir as falhas que causaram a derrota da candidatura parisiense para Londres, em 2012. Há consenso que faltou um lobby mais ativo da França, iniciativa que Hollande assume agora.

Rio 2016 deixará legado controverso

A quatro dias do início da festa esportiva, o caderno de economia do Le Figaro faz um balanço dos gastos para a realização do evento. O jornal relata o constrangimento do Comitê Olímpico Internacional (COI) com a pesquisa do Datafolha que mostrou que 64% dos brasileiros estimam que o maior evento esportivo mundial vai gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. "A população reclama, mas vai usufruir das obras de infraestrutura, principalmente na área de transportes, com a nova linha do metrô", escreve o diário.

De acordo com o Figaro, o custo de organização estimado em US$ 12 bilhões choca os brasileiros pelo risco de corrupção nas obras. "Vários projetos de parcerias público-privadas, assinados pela prefeitura do Rio para a construção das instalações olímpicas, mostraram que as empresas foram presenteadas com incentivos fiscais e imobiliários que relativizam as economias de dinheiro público", observa o jornal francês.

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