Acessar o conteúdo principal
Linha Direta

Abertura da Rio 2016 desperta paixões e desconfiança

Áudio 04:35
Entrada do Centro Equestre no Parque de Deodoro, no Rio de Janeiro.
Entrada do Centro Equestre no Parque de Deodoro, no Rio de Janeiro. REUTERS/Tony Gentile

É grande a expectativa para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos na noite desta sexta-feira (5) no Maracanã e o desfile das delegações de mais de 200 países. O Rio de Janeiro enfrenta o grande desafio de realizar e deixar boa impressão na primeira Olimpíada organizada na América do Sul.

Publicidade

Elcio Ramalho, enviado especial ao Rio de Janeiro

O clima olímpico deve envolver a partir de hoje, se não totalmente, pelo menos boa parte dos habitantes da Cidade Maravilhosa, com a tradicional e aguardada cerimônia de abertura da Rio 2016. Entre muitos moradores, ainda há opiniões divergentes e contraditórias sobre a realização dos Jogos.

Para muitos cariocas, o evento acentuou os congestionamentos no trânsito, custará caro à cidade, além de trazer benefícios limitados e apenas para uma parcela da população. Muitos ainda acreditam que vão passar vergonha por causa de situações embaraçosas, como as críticas sobre os prédios com vazamento e mal-acabados da Vila dos Atletas, por exemplo. Por outro lado, tem gente que se mostra mais otimista nos últimos dias, com a chegada de turistas e o início das competições. Acham as reclamações exageradas e confiam no sucesso de um evento que desperta paixões e desconfiança.

Pelé, Guga, Grael ou Hortência para acender a pira?

Le stade de Maracana à Rio de Janeiro, au Brésil, où s'est déroulée la cérémonie d'ouverture des JO 2016.
Le stade de Maracana à Rio de Janeiro, au Brésil, où s'est déroulée la cérémonie d'ouverture des JO 2016. REUTERS/Ricardo Moraes

A cerimônia de abertura é ainda cercada pelo mistério sobre quem vai acender a pira olímpica. Pelé foi chamado, declarou em entrevistas que ficaria feliz com a oportunidade, mas ainda não deu sua resposta. O Comitê preparou uma lista com quatro nomes possíveis, entre eles o do ex-tenista Gustavo Kuerten e o da ex-jogadora de basquete Hortência. O espetáculo começa às 20h e terá três de duração. O gramado será transformado em um grande teatro e o tema da apresentação é a formação do Brasil. Tudo embalado por vários ritmos como samba e funk. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta e Elza Soares estão confirmados no roteiro assim como um voo de uma réplica do 14 Bis, o avião de Santos Dumont.

Os números da festa são impressionantes: mais de 12 mil atletas devem desfilar e 45 mil pessoas estarão nas arquibancadas. Também está prevista a presença de 45 chefes de Estado e de governo. Eles estarão ao lado do presidente interino, Michel Temer, que irá declarar a abertura oficial dos Jogos.

Manutenção de instalações custará no mínimo R$ 59 milhões por ano

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, apresentaram um plano conjunto de utilização e manutenção das instalações esportivas pós-Olimpíadas e Paralimpíadas. Eles detalharam uma projeção para o futuro dos dois principais Parques Olímpicos, o da Barra e o de Deodoro, que deverão integrar a Rede Nacional de Treinamento criada pelo Ministério dos Esportes para promover a prática desportiva e investir em atletas de alto rendimento.

No Parque de Deodoro, os ministérios da Defesa e da Educação devem desenvolver programas e garantir a manutenção que irá custar R$ 46 milhões por ano aos cofres públicos. No caso do Parque da Barra, uma parceria público-privada, a prefeitura do Rio ainda precisa encontrar parceiros interessados em investir no local. A prefeitura vai gastar R$ 13 milhões por ano para manter a estrutura, um montante considerado pequeno pelo município, se comparado com os benefícios, segundo Eduardo Paes. Ele diz que não haverá elefantes brancos, e os brasileiros deverão ter orgulho do legado social dos Jogos. Mas reconheceu que a promessa não cumprida de despoluir a Baía da Guanabara é o ponto negativo da Rio 2016.

Solidariedade do COI não desculpa falhas

O prefeito Eduardo Paes não quis comentar a frase do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, de que não pretende ver no futuro o mesmo estresse relacionado ao orçamento.

O COI tem elogiado a realização dos Jogos, feita em condições difíceis diante das crises política e econômica do país. No entanto, sobram preocupações e cobranças sobre o Comitê organizador, que tem economizado como pode para cumprir as metas orçamentárias. O COI diz ser solidário, mas cobra, por exemplo, a falta de identidade visual na parte exterior das instalações olímpicas. O material atrasou. Há preocupação também manifestada com a demora nos deslocamentos.

O grande teste para a segurança será já a partir desse sábado, quando milhares de pessoas são aguardadas para ver as competições. Se houver um controle excessivo, pode haver filas.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.