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Jogos Olímpicos

Rio: em 24h, assalto a ministro português e bala perdida em centro de mídia

Diretor de comunicação da Olimpíada, Mario Andrada, concede entrevista coletiva sobre a bala perdida que entrou em centro de imprensa de Deodoro.
Diretor de comunicação da Olimpíada, Mario Andrada, concede entrevista coletiva sobre a bala perdida que entrou em centro de imprensa de Deodoro. REUTERS/Tony Gentile

Dois novos episódios de violência confirmam a imagem de cidade violenta do Rio de Janeiro no exterior. Apenas 24 horas depois da abertura dos Jogos Olímpicos, uma bala perdida entrou em um dos centros de imprensa instalados para os Jogos e um ministro português foi assaltado em Ipanema. Os dois episódios repercutiram nas agências internacionais de notícias neste domingo (7).

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O ministro da Educação de Portugal, Tiago Brandao Rodrigues, foi atacado e roubado no sábado (6) à noite. A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT) confirmou, em um comunicado, o assalto contra um "ministro de Estado estrangeiro", sem identificá-lo.

O comunicado acrescenta que um dos dois agressores, Marcio Luiz Brandao, de 26 anos, foi preso. Os pertences pessoais da vítima foram devolvidos, acrescenta o comunicado. A embaixada de Portugal em Brasília não comentou o ataque.

O jornal Extra indica que o ministro voltava ao hotel no qual está hospedado quando foi ameaçado com uma faca e obrigado a entregar dinheiro, celular e uma bolsa que carregava. Uma funcionária do ministério declarou ao jornal que ele ficou assustado, mas agora passa bem.

Bala perdida em centro de imprensa

No outro episódio, que por pouco não terminou em tragédia, uma bala atravessou a parede de plástico do centro de imprensa da competição de equitação dos Jogos Olímpicos no Rio, sem ferir ninguém. O incidente ocorreu em Deodoro.

De acordo com o ministro interino da Defesa, Raul Jungmann, o tiro pode ter partido de uma favela nas proximidades.

"Naquele momento preciso, tínhamos drones que sobrevoavam a favela (ao lado de Deodoro), e também tínhamos um balão voando. Desta forma, uma das hipóteses é que alguém tenha se sentido seguida, filmada, observada", declarou o ministro. "É possível, mas nada é certo, que esse tiro tenha partido de lá e caído neste local (Deodoro)", acrescentou Jungmann, explicando que serão realizados testes balísticos e outras apurações para a verificação da origel do disparo.

O bairro de Deodoro, na zona norte do Rio, está localizado em uma área militar perto de várias favelas. A bala, de arma de pequeno calibre, atravessou a parede através do telhado. Ela foi recuperada pelos organizadores que, procurados pelos repórteres, não comentaram o incidente.

Com informações AFP
 

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