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RFI Convida

Custo barato é trunfo de universidades brasileiras para atrair franceses

Áudio 07:00
Cláudia Maciel, ministra conselheira encarregada de assuntos culturais, de cooperação educativa, científica, tecnológica e esportiva da Embaixada brasileira em Paris.
Cláudia Maciel, ministra conselheira encarregada de assuntos culturais, de cooperação educativa, científica, tecnológica e esportiva da Embaixada brasileira em Paris. RFI

Estudar no Brasil. Esse é o nome do Salão realizado nesta terça-feira (20) em Paris com o objetivo de apresentar o país como um destino atraente para universitários franceses. O evento foi organizado por um grupo de 18 universidades brasileiras, a embaixada do Brasil na França, a Embratur, a Agência Campus France, que promove o ensino superior francês, e a universidade Pierre e Marie Curie, sede do evento.

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Na programação, além de uma troca de informações sobre as parcerias acadêmicas entre universidades dos dois países, foram previstas palestras para mostrar as oportunidades do mercado de trabalho e os trâmites burocráticos para um estrangeiro se instalar no Brasil.

O objetivo do governo e das instituições de ensino público e privado é mostrar o Brasil como um novo polo de atração para os jovens universitários e, ao mesmo tempo, tornar o país mais competitivo na área de educação de nível superior.

“O grau de internacionalização das universidades brasileiras ainda é limitado, se compararmos com outro países como o Reino Unido e a França”, afirma Cláudia Maciel, ministra-conselheira da Embaixada do Brasil na França encarregada de assuntos culturais, científicos, tecnológicos, educativos e esportivos. “Apenas 0,2% dos estudantes universitários do Brasil vêm do exterior”, acrescentou, lembrando que na França este índice é de 12% e no Reino Unido de 16,5%.

Cursos em línguas estrangeiras é um dos desafios

O esforço do ministério da Educação é aumentar consideravelmente a participação de estudantes estrangeiros. “Isso enriquece e aumenta o intercâmbio e permite maiores avanços nas pesquisas e na colaboração entre as instituições", afirma, sem fazer projeções das ambições do país.

O Brasil tem áreas de ponta pouco conhecidas, como a da tecnologia agrícola, medicina e matemática, ressalta a ministra-conselheira. “Além da conhecida hospitalidade brasileira, é preciso destacar que o Brasil também tem uma excelência em educação”, acrescentou.

“Um dos grandes desafios é com relação à língua. O objetivo do Brasil é aumentar a oferta de cursos em línguas estrangeiras”, destaca Maciel. “O inglês naturalmente é a língua mais procurada, mas depois do espanhol espera-se que o francês seja uma língua importante para se desenvolver no Brasil”, defendeu.

Outro aspecto que conta a favor do Brasil, segundo Cláudia Maciel, é o fato de ser o país latino-americano com maior número de instituições bem posicionadas em rankings internacionais. “Entre as 100 melhores instituições de ensino superior do mundo, 22 estão no Brasil”, informou. “Cada vez mais a internacionalização é um dos critérios para figurar no ranking das melhores”, lembrou.

Oferta de ensino superior mais barato

O governo brasileiro aposta ainda no fato de que 91% dos cursos de pós-graduação no país são oferecidos por universidades públicas, o que barateia os custos dos estudos para alguém que vem de fora. No entanto, a crise que atinge várias universidades federais e estaduais do Brasil, traduzida em greves e cortes de orçamentos, não deve afetar a imagem das instituições e se tornar uma barreira para os estrangeiros.

“O fato de acontecer essas 'eventuais fragilidades' das nossas universidades não chega a ser um problema para o estudante estrangeiro. De qualquer maneira, sempre há uma recuperação das aulas perdidas, e a qualidade dos professores brasileiros é bastante alta. Isso compensa a crise", afirmou. "Claro que a gente gostaria de ver superados esses gargalos que a gente enfrenta no Brasil”, finalizou.

 

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