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Economia

OMC: recessão brasileira colabora para queda no comércio mundial

Roberto Azevedo (esquerda), diretor-Geral da OMC, anunciou as previsões nesta terça-feira, em Genebra.
Roberto Azevedo (esquerda), diretor-Geral da OMC, anunciou as previsões nesta terça-feira, em Genebra. REUTERS/Pierre Albouy

A Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciou nesta terça-feira (27) uma redução drástica da previsão de crescimento do comércio mundial para 2016, com a advertência de que será a expansão mais lenta desde a crise financeira. A recessão no Brasil colabora para a desaceleração, segundo a entidade.

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De acordo com a estimativa, o comércio mundial deve crescer 1,7% este ano, muito menos que a previsão de 2,8% de abril.

A desaceleração "se deve a uma queda mais forte que o previsto do volume do comércio de mercadorias no primeiro trimestre (-1,1% na comparação com o trimestre anterior, estabelecido pela média de exportações e importações corrigidas das variações sazonais) e a uma recuperação mais frágil do que o previsto no segundo trimestre (+0,3%)", afirma a OMC em um comunicado.

De acordo com a organização, a desaceleração do crescimento do PIB e do comércio nas economias em desenvolvimento, como China e Brasil, mas também na América do Norte, provocou a revisão. A previsão para 2017 também foi reduzida. O crescimento ficaria entre 1,8% e 3,1%, contra 3,6% da estimativa anterior.

"A impressionante desaceleração do comércio é grave e deve servir de sinal de alerta", afirmou o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo. "É particularmente inquietante dada a hostilidade crescente à globalização", completou.

Brexit

A OMC antecipa que o PIB real no mundo deve aumentar 2,2%. "Se a projeção revisada for confirmada, 2016 será o ano em que pela primeira vez em 15 anos que a razão comércio/crescimento do PIB mundial ficará abaixo de 1 por 1", destaca a OMC.

Vários sinais apontam para uma recuperação do comércio mundial no segundo semestre, como a expansão do tráfego dos portos de contêineres ou o aumento dos encargos para a exportação nos Estados Unidos. "Mas várias incertezas pesam nas perspectivas para o restante do ano e o próximo", adverte a organização.

"Como por exemplo a volatilidade financeira provocada pelas mudanças que afetam a política monetária dos países desenvolvidos, a possibilidade de que os discursos contra o comércio se reflitam cada vez mais nas políticas comerciais e os efeitos potenciais da votação do 'Brexit' na Grã-Bretanha", afirma a OMC.

 

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