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Linha Direta

Eleição de Crivella simboliza guinada conservadora no país

Áudio 03:53
O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes(centro), fala sobre o resultado do segundo turno das eleições municipais de 2016.
O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes(centro), fala sobre o resultado do segundo turno das eleições municipais de 2016. Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O resultado das eleições municipais no Brasil revelou o crescimento da direita no poder. O PRB, ligado à igreja Universal, elegeu não somente o bispo Marcello Crivella no Rio de Janeiro, mas outros milhares de prefeitos no país, o que representa um aumento de 31%.

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Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

O Planalto agora conta com 4 mil prefeitos eleitos pela base aliada. Com as zonas eleitorais abertas desde as 8h, cerca de 33 milhões de brasileiros votaram nos municípios onde nenhum candidato obteve a maioria absoluta no primeiro turno. Mais de 10.000 militares foram mobilizados em 12 cidades. As eleições municipais também marcam a volta do conservadorismo no país e a derrocada do PT.

No segundo turno, a vitória do evangélico Marcelo Crivella para prefeitura do Rio de Janeiro foi o marco da nova onda de direita que vem crescendo no país. Crivella, do PRB, é bispo da igreja universal e defende valores tradicionais. No discurso após o resultado, ele disse “não” à legalização do aborto e à ideologia de gênero. E rezou um Pai Nosso. Crivella estava acompanhado de representantes de famílias tradicionais da política fluminense, de sobrenomes Bolsonaro e Garotinho.

O prefeito eleito no Rio é senador e foi ministro da Pesca no governo Dilma. Ele derrotou o candidato de esquerda Marcelo Freixo, do Psol. Apesar de perder a eleição, a ida de Freixo ao segundo turno, deixando um candidato do PMDB para trás, deu fôlego aos militantes de esquerda. Com apenas 11 segundos de tempo de TV, o candidato fez campanha nas ruas e nas redes sociais. Conseguiu 40% dos votos, contra 59% de Crivella.

PMDB lidera prefeituras

O PMDB, partido do presidente da República, Michel Temer, continua liderando o número de prefeituras no país e teve uma leve alta nesta eleição. Vai comandar 1038 cidades. O PSDB vem em seguida e já bem mais forte que antes, com um crescimento de 15% na quantidade de prefeitos eleitos. Agora são 803. Já o PT caiu de 638 prefeituras para 254. Menos da metade em relação a 2012. O partido de Lula e Dilma Rousseff só ganhou em uma capital: Rio Branco. No segundo turno, o PT perdeu todas as disputas.

Gastos com eleições foram reduzidos

Os candidatos declararam até agora ter arrecadado 2 bilhões e 800 mil reais, menos da metade do que na eleição anterior, que custou 6 bilhões de reais. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, atribuiu essa queda à Reforma Eleitoral de 2015, que proibiu a doação de empresas à campanha e limitou a propaganda. O ministro destacou ainda que a eleição ocorreu em clima de normalidade. 826 urnas foram substituídas e não houve votação manual. 200 locais de votação foram alterados por conta das ocupações em escolas nos estados do Paraná, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco.

 

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