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Manaus

Papa Francisco lamenta massacre no presídio de Manaus

O papa Francisco, na audiência-geral desta quarta-feira (4) no Vaticano.
O papa Francisco, na audiência-geral desta quarta-feira (4) no Vaticano. REUTERS/Tony Gentile

O papa Francisco manifestou sua preocupação com a rebelião ocorrida no presídio de Manaus, onde morreram 56 detentos em uma disputa entre facções criminosas. Em audiência-geral no Vaticano nesta quarta-feira (4), o sumo pontífice pediu que as cadeias se tornem espaços de reinserção social.

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"Expresso dor e preocupação com o que aconteceu. Peço a todos que rezem pelos mortos, por seus familiares, por todos os detentos nessa prisão e pelos que trabalham nela", declarou o papa.

O religioso, que costuma visitar prisões em suas viagens ao exterior e que já recebeu prisioneiros no Vaticano, fez um pedido. "Renovo meu apelo para que os institutos penitenciários sejam lugares de reeducação e reinserção social, e para que as condições de vida dos detentos sejam dignas de humanos", acrescentou.

Em seguida, Francisco pediu que todos rezassem pelos presidiários do mundo inteiro. “Rezemos à Nossa Senhora, mãe dos detidos”, declarou, antes de realizar uma oração com os participantes da audiência-geral.

Segundo maior massacre em presídio do Brasil

A tragédia aconteceu durante um combate entre facções rivais pelo tráfico de drogas no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, na noite do domingo (1°). Esse foi o segundo maior massacre da história dos presídios brasileiros. O primeiro foi o sangento episódio na prisão de Carandiru, em São Paulo, em 1992, deixou 111 detentos mortos - a maioria por policiais que entraram no local para conter uma rebelião.

No total, foram 17 horas de motim, segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Sérgio Fontes. Os agentes penitenciários apenas retomaram o controle da prisão na manhã de segunda-feira (2). Além da rebelião, 87 presos fugiram de outra unidade prisional horas antes.

Missa será realizada em homenagem às vítimas

Na segunda-feira, o arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Eduardo Castriani, condenou o massacre. “Manifestamos nosso repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”, declarou.

A Arquidiocese de Manaus anunciou que uma missa será realizada em homenagem às vítimas, no sábado (7), na catedral da Imaculada Conceição. Em nota divulgada no Facebook, a pastoral carcerária da instituição, que promove a religião católica em prisões, também criticou o sistema carcerário brasileiro. “Pelo contrário, oportuniza a escola do crime, em vez de oferecer atividades ocupacionais aos internos”, publicou a entidade.

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