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Vaticano

Le Figaro cita possível experiência de padres casados no Brasil

O papa Francisco lança hoje os preparativos para o sínodo da Igreja em 2018.
O papa Francisco lança hoje os preparativos para o sínodo da Igreja em 2018. REUTERS/Alberto Pizzoli/Pool

O jornal Le Figaro questiona nesta sexta-feira (13) se o papa Francisco irá abrir o debate sobre o fim do celibato de padres no próximo sínodo da Igreja Católica, que vai acontecer em outubro de 2018. O diário francês recorda que, desde 2013, o papa autorizou o episcopado brasileiro a criar uma comissão de estudos sobre os "viri probati", uma categoria de homens maduros que poderiam, no futuro, receber a autorização para exercer o sacerdócio.

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A reportagem do Le Figaro cita uma recente declaração de Leonardo Boff, um dos expoentes do movimento da Teologia da Libertação, hoje casado. Boff afirmou, no início de janeiro, que o papa Francisco estaria prestes a autorizar, a título experimental no Brasil, que ex-padres, que tenham abandonado a Igreja para se casar, como ele fez, voltem à atividade. "Esse tipo de declaração deve ser avaliado com cautela, mas é a prova que o assunto fervilha dentro da Igreja", indica o jornal francês.

O assunto vem à tona porque o Vaticano publica hoje um questionário sobre os assuntos que serão debatidos nas dioceses, paróquias e movimentos católicos, com o objetivo de preparar os trabalhos do novo sínodo, dedicado aos jovens e à crise de vocação na Igreja. De acordo com o jornal, "depois dos vários escândalos de pedofilia, o equilíbrio psicológico dos futuros sacerdotes passou a ser um tema fundamental". Nesse contexto, o celibato não pode ser ignorado.

Crise de vocação e casos de pedofilia preocupam Igreja

"O Vaticano sabe que embora o casamento de pastores protestantes e ortodoxos seja autorizado nas igrejas católicas orientais, essa flexibilidade não é suficiente para resolver a crise de vocações. Mas a Santa Sé estaria analisando seriamente autorizar homens casados, que já tenham terminado de criar os filhos, a promover o sacramento em algumas regiões do mundo. Os jovens seminaristas continuariam proibidos de casar, explica o texto.

Um exemplo citado pelo jornal são os países menos desenvolvidos onde os chefes de vilarejos, que já deram prova de estabilidade e unidade, poderiam ajudar a Igreja. O papa Francisco estaria disposto a promover um avanço nessa direção. Ele teria, segundo o Le Figaro, duas opções: incluir uma ou mais perguntas sobre o assunto no questionário preparatório para o sínodo dos jovens ou aguardar que as respostas evoquem naturalmente a questão do celibato dos padres.

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