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Em Brasília, Mauricio Macri defende o fortalecimento do Mercosul

Os presidentes Mauricio Macri e Michel Temer se cumprimentam em Brasília
Os presidentes Mauricio Macri e Michel Temer se cumprimentam em Brasília Reuters

Em clima amistoso, o encontro entre os presidentes do Brasil, Michel Temer, e Argentina, Mauricio Macri, reforçou o entendimento dos dois governos para fortalecer o Mercosul e ampliar as relações comercias. A Argentina acaba de assumir a presidência temporária do Mercosul e será sucedida pelo Brasil no segundo semestre. A reunião bilateral ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a participação de ministros e empresários.

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Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

Em declaração à imprensa após a cerimônia de assinatura de acordos, Temer afirmou que não há “tabus” nas relações entre Brasil e Argentina e que os dois países possuem desafios semelhantes: a urgência do crescimento econômico e a geração de empregos.

Segundo Temer, essas questões são enfrentadas com reformas “ambiciosas” e fortalecimento da competitividade. “Nosso governo é um governo das reformas. Nós temos sido ousados para fazer as reformas necessárias para o Brasil”, declarou, em referência às polêmicas reformas da previdência e trabalhista. Temer também disse que é preciso eliminar obstáculos ao comércio que persistem no Mercosul.

Também em tom conciliador, o presidente argentino afirmou que estava recebendo um “presente” já que seu aniversário é comemorado amanhã. “O afeto da Argentina com o Brasil está cada vez mais forte. A rivalidade deixemos para o esporte, para o futebol, em todas as outras coisas temos que ser sócios”, brincou Macri.

Ele também defendeu o fortalecimento do Mercosul e a relação do bloco com o mundo, citando o México e a União Europeia. “Vamos dar um impulso histórico no Mercosul, para que o ano de 2017 seja um ano que traga crescimento, desenvolvimento e aprofundamento dessa aliança estratégica”, declarou. O presidente argentino citou ainda os problemas diplomáticos entre Estados Unidos e México, dizendo esperar um acordo razoável entre os países.

Temer e Macri assinaram uma carta ao presidente do Banco Interamericano Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, para o desenvolvimento de mecanismos de convergência de normas sanitárias e criação de uma agência sobre o tema.

O presidente da Argentina foi recebido com honrarias militares no Palácio do Planalto. Seguindo o protocolo tradicional, Macri subiu a rampa do palácio e recebeu os cumprimentos de Temer e do ministro de Relações Exteriores, José Serra. Com a primeira viagem oficial a Brasília desde que foi eleito, Macri retribui a visita que recebeu de Temer em Buenos Aires, em outubro do ano passado. Esse é o terceiro encontro entre os presidentes nos últimos seis meses.

Relações comerciais

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o segundo destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados. Já o Brasil é o principal fornecedor de produtos para a Argentina e também o principal destino das exportações do país vizinho. Entre 2003 e 2015, o comércio entre os países passou de US$ 9,24 bilhões para US$ 23,09 bilhões, um crescimento de 150%. No período, as exportações brasileiras para a Argentina quase triplicaram, chegando a US$ 12,8 bilhões.

Um dos acordos assinados no encontro prevê a promoção de contato entre empresários para colaboração internacional, estímulos a missões comerciais e feiras internacionais. O documento foi assinado pelas autoridades da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e pela Agência Argentina de Investimentos.

Os governos fizeram um ajuste no acordo da fronteira e cooperação em defesa civil, permitindo que profissionais cruzem a fronteira com ambulâncias para serviços de emergência em comunidades fronteiriças. Brasil e Argentina têm uma fronteira de 1,2 mil km.

Outro acordo trata da cooperação diplomática, com ferramentas e mídias sociais para comunicação de diretrizes e políticas externas brasileiras e argentinas.

Presidente argentino visita Congresso e STF

Após os discursos, Temer ofereceu almoço a Macri no Palácio do Itamaraty, com a presença dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor. As mesas foram divididas com times de futebol brasileiros e argentinos, reforçando o tom conciliatório.

Depois da confraternização, o presidente argentino seguiu para o Congresso Nacional, onde também subiu a rampa. Ele se encontrou primeiro com o recém-eleito presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e depois com o presidente reeleito da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). As reuniões foram reservadas.

Macri seguiu a agenda com visita à presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia. Ele voltou para Buenos Aires no fim do dia.

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