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Le Monde diz que Alexandre de Moraes "é descrito como truculento e autoritário"

Alexandre de Moraes foi nomeado por Michel Temer para o STF
Alexandre de Moraes foi nomeado por Michel Temer para o STF Reuters

"Descrito como truculento e autoritário", assim é apresentado o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em reportagem da edição desta sexta-feira (10) do jornal Le Monde sobre a sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Michel Temer. Caso a indicação seja ratificada pelo Senado, ele vai substituir Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo em 19 de janeiro.

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Segundo a correspondente Claire Gatinois, o tom das críticas contra Moraes subiu nos últimos dias. Entre as várias acusações contra o ministro está um episódio em 2004 na Universidade de São Paulo, no qual ele teria, em sala de aula, justificado o uso da tortura em determinadas situações. Além disso, diz a publicação, "uma parte da intelligentsia brasileira se choca com o perfil político do advogado".

O texto lembra que o ministro Zavascki era elogiado por sua independência e era relator da operação Lava Jato, "que investiga o escândalo de corrupção da Petrobras, um dos maiores da história do Brasil, que implicou colarinhos brancos e caciques políticos. O presidente Temer, ele mesmo, foi citado em delações".

Petição de estudantes

Se for confirmado no STF, Moraes não herdará todos os dossiês de Zavascki, mas será o revisor e corretor do relatório da Lava Jato. "Membro do PSDB, atingido pelo escândalo, ele é considerado próximo ao presidente Temer. Ele foi advogado de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, em prisão temporária por corrupção", escreve o Le Monde.

O jornal francês cita o analista político Luis Nassif, que, em seu blog, disse que Moraes "pode ser suspeito de defender Temer e seus soldados". Já o cientista político Carlos Melo afirma que "essa suspeita prejudica as instituições democráticas". Um abaixo-assinado de uma associação de estudantes da USP pede a suspensão da sua nomeação. Na quarta-feira (8), a petição já contava com 200 mil assinaturas.

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