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Imprensa

Temer, presidente "mal-amado" é aprovado por um em cada dez brasileiros, diz Le Figaro

Página do jornal Le Figaro desta sexta-feira, 5 de maio.
Página do jornal Le Figaro desta sexta-feira, 5 de maio. Reprodução Le Figaro

O jornal Le Figaro desta sexta-feira (5) dedica uma página inteira ao Brasil. Reforma trabalhista, recuperação da Petrobras e o interesse das empresas francesas em realizar negócios em terras brasileiras são assuntos abordados em três diferentes matérias do diário conservador, que chama o presidente de Michel Temer de "mal-amado".

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"O Brasil realiza a impopular mãe de todas as reformas", diz a manchete da principal matéria da página. "Depois de meses de discussões, mudanças, recuos do governo e manifestações que culminaram em uma greve geral, uma comissão parlamentar aprovou na quarta-feira (3) o projeto do governo de reformar o generoso e dispendioso sistema previdenciário brasileiro", escreve.

A chamada "mãe de todas as reformas" é recusada por sete a cada dez brasileiros, mas é considerada crucial pelo presidente Michel Temer, um líder, segundo Le Figaro, "mal-amado e cujo governo é aprovado apenas por um a cada dez brasileiros". Cego ao descontentamento da população, na última quarta-feira, ele comemorou a aprovação do texto da reforma, declarando que o voto da comissão parlamentar "prova que a sociedade brasileira reconhece a necessidade e a urgência de reformar o sistema previdenciário do país", reproduz Le Figaro.

Para o diário, mesmo que esse primeiro obstáculo à meta de Temer tenha sido ultrapassado, os próximos passos se anunciam difíceis e o texto ainda deve passar por voto na Câmara dos Deputados. No entanto, uma boa parte dos parlamentares já começa a hesitar em participar de uma reforma impopular a apenas um ano da eleição presidencial, enquanto a classe política continua gravemente descredibilizada pelos escândalos de corrupção, escreve o jornal.

Petrobras, "o gigante derrotado que começa a se levantar"

Le Figaro também traz uma matéria sobre a Petrobras, intitulada "o gigante derrotado que começa a se levantar". "Atingida no coração pelo maior escândalo de corrupção da história do Brasil, inundada por uma dívida monumental, a empresa retoma suas cores hoje", avalia o diário. Para se levantar, a petroleira implementou uma reestruturação severa, com corte nos gastos, venda de ativos, cortes nos investimentos - um esforço saudado pela agência de notação econômica Moody's, que aumentou a nota da Petrobras no mês passado, publica Le Figaro, assinalando o aumento da confiança dos investidores estrangeiros.

Confiança que não se restringe à Petrobras, mas ao mercado brasileiro como um todo. É o que denota a última matéria sobre o Brasil publicada pelo jornal nesta sexta-feira. As empresas francesas são particularmente atraídas por essa recuperação econômica do país, escreve Le Figaro.

O jornal destaca os últimos e grandes negócios fechados: A Vinci venceu em março o leilão para gerenciar o aeroporto de Salvador, na Bahia. O grupo Accor anunciou recentemente a compra de 26 hoteis no Brasil. E a L'Oréal abriu um centro de pesquisa no Rio de Janeiro. Para o diário, o interesse de grandes grupos franceses pelo Brasil demonstra que o país, apesar da crise, continua sendo um mercado incontornável na América Latina.

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