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Negociações no final de semana podem selar destino de Temer

O presidente Michel Temer pode ter seu futuro selado neste final de semana.
O presidente Michel Temer pode ter seu futuro selado neste final de semana. Reuters

O Brasil vai viver um final de semana de alta tensão, alerta a Agência France Presse. Negociações políticas podem decidir o futuro do presidente Michel Temer, alvo de graves acusações de corrupção. O cerco se fechou em torno do presidente na sexta-feira (19) quando o STF revelou a denúncia da Procuradoria-geral da República que acusa Temer de tentar deter, juntamente com o senador suspenso Aécio Neves, o avanço da operação "Lava Jato".

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O presidente Michel Temer tenta agora impedir a implosão da base aliada para evitar um eventual impeachment como o que, no ano passado, destituiu a presidente Dilma Rousseff.

Partidos de esquerda, sindicatos e organizações da sociedade civil convocaram para domingo (21) protestos em todo o país para exigir a renúncia de Temer. O número de participantes poderá servir de termômetro do descontentamento. Mas desistências de última hora podem enfraquecer os protestos.

O movimento Vem Pra Rua, que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff, cancelou sua participação nos protestos neste domingo, alegando falta de segurança. O VPR, que defende a saída de Temer, mas eleições indiretas, disse em comunicado que uma nova data será definida. Já o Movimento Brasil Livre, também de direita, desistiu de pedir a renúncia do presidente.

Acusação da PGR

Temer foi acusado na sexta-feira pela Procuradoria-geral da República de corrupção passiva, formação de organização criminosa e tentativa de obstrução à Justiça. Segundo a Procuradoria, Temer teria atuado em coordenação com o senador Aécio Neves, tentando impedir a continuação da Operação 'Lava Jato'.

As acusações se baseiam nas delações premiadas dos executivos da gigante mundial alimentícia JBS, entre eles seus donos, os irmãos Joesley e Wesley Batista. As delações, no entanto, só serão consideradas provas depois de validadas pelo Supremo Tribunal Federal.

O presidente Temer, de 76 anos, nega enfaticamente as acusações, assim como os pedidos para que renuncie.

(Com informações da AFP)

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