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Imprensa

Imprensa francesa observa adesão pró-Lula nas manifestações desta quinta-feira

Ex-presidente Lula dá entrevista coletiva na sede do PT Nacional, em São Paulo. 13/07/17
Ex-presidente Lula dá entrevista coletiva na sede do PT Nacional, em São Paulo. 13/07/17 Ricardo Stuckert

A imprensa francesa destaca nesta quinta-feira (20) o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula, determinado ontem pelo juiz Sérgio Moro. Grandes jornais do país, como Le Monde e Le Figaro, o gratuito 20 Minutos, o site Huffington Post e a revista L'Express, que traz por sinal o conteúdo mais detalhado sobre o caso, observam que o bloqueio aconteceu na véspera das manifestações de apoio ao petista, convocadas para hoje pelo Partido dos Trabalhadores, depois da condenação de Lula a quase dez anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. 

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"A justiça brasileira agora ataca o bolso do ex-presidente", anuncia o jornal 20 Minutos. Para dar dramaticidade à situação, o texto é acompanhado de uma imagem em que Lula aparece aos prantos, com a mão na cabeça, em um daqueles registros emotivos conhecidos do ex-presidente. 

Le Figaro assinala que o bloqueio dos bens complica um pouco mais a situação de Lula. "O novo ataque do magistrado [Moro] demonstra que ele não tem a intenção de diminuir a pressão sobre o ícone da esquerda, que afirma ser vítima de um processo político visando impedir sua candidatura à eleição presidencial de 2018", afirma o diário em seu site. 

Manifestações serão um termômetro do apoio ao petista

A revista L'Express publica a opinião de vários especialistas. Thomaz Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, diz que a defesa de Lula deverá prolongar o recurso na segunda instância o máximo de tempo possível, seja para não ter a sentença confirmada ou para obter uma vitória de Lula contra Moro. A adesão popular às manifestações desta quinta-feira serão um termômetro da popularidade do ex-presidente. 

Le Monde lembra que o ex-presidente é visado em outras quatro ações judiciais e sempre alegou inocência: "as acusações de Moro não são baseadas em nenhuma prova concreta", repete o petista. Se de fato ele for condenado em segunda instância, Lula não poderá disputar a eleição presidencial. Le Monde sublinha que apesar do escândalo de corrupção na Petrobras, Lula lidera as intenções de voto para a eleição de 2018

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