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Brasil/Meio Ambiente

Suspensão na Justiça de exploração mineral na Amazônia é vitória para ambientalistas, diz Le Monde

Os dados de desmatamento da Amazônia considerados pelo Brasil em suas estatísticas oficiais de perda de floresta e de emissões de gases de efeito estufa provocadas pela mudança no uso do solo podem estar sendo subestimados.
Os dados de desmatamento da Amazônia considerados pelo Brasil em suas estatísticas oficiais de perda de floresta e de emissões de gases de efeito estufa provocadas pela mudança no uso do solo podem estar sendo subestimados. Facebook/institutoamazonia.org.br/

De acordo com o jornal francês, a decisão da Justiça brasileira é uma vitória para os defensores da floresta amazônica. A extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados, a Renca, foi autorizada por decreto pelo presidente Michel Temer no dia 23 de agosto, e beneficiaria mineradoras do setor privado.

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A decisão de Temer provocou protestos de organizações de defesa do meio ambiente no Brasil e em todo mundo, que comemoraram a liminar desfavorável ao governo, deferida pelo juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara Federal, ao decreto presidencial. Mas o executivo já avisou que irá recorrer. A matéria, publicada nesta quarta-feira (30) é a mais lida do site do Le Monde nesta quinta-feira (31).

A reserva ambiental, “do tamanho da Dinamarca”, está situada entre os estados do Pará e do Amapá, no norte do país. Em seu território, há ouro, ferro, cobre e magnésio. Até hoje, apenas empresas públicas tinham autorização para explorar minérios na região e muitos jazigos permanecem intactos. Uma verdadeira mina de ouro que acabou entrando nas negociações políticas do presidente para se manter no poder apesar das denúncias de corrupção.

A reserva ainda engloba áreas protegidas e as tribos indígenas Aparai, Wayana e Wajapi. O jornal francês lembra que o governo brasileiro é acusado de "vender a preço de banana o pulmão da Terra" se submetendo à pressão do lobby dos grandes latifundiários e aos interesses das empresas mineradoras. As ONGs acusam o governo brasileiro de não levar em conta os riscos para a biodiversidade, as etnias indígenas e o aumento do desmatamento.

Novo texto não convence ONGs

Diante das críticas, lembra o Le Monde, Temer substituiu o primeiro decreto do dia 23 de agosto por um novo texto, detalhando os aspectos que envolvem a proteção ambiental. Para os ambientalistas, essa “revisão” não mudou a essência do decreto, apesar das tentativas do presidente brasileiro.

Nesta quarta-feira, o Greenpeace comemorou a suspensão do decreto. Para ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, e candidata à eleição presidencial em 2012,  a “sociedade brasileira deve se mobilizar para impedir o retrocesso em relação às políticas a favor do meio ambiente que existem desde 2012”. O Brasil registrou uma diminuição entre 2004 e 2012, antes de registrar um novo aumento do desmatamento”.

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