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Polícia francesa participa de investigação sobre escolha do Rio para Olimpíada de 2016

Carlos Nuzman (centro) acompanhado por policiais no Leblon
Carlos Nuzman (centro) acompanhado por policiais no Leblon REUTERS/Ricardo Moraes

A imprensa mundial repercutiu a abertura nesta terça-feira (5) de uma investigação por corrupção envolvendo a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

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Operações de busca e apreensão foram realizadas esta manhã em 11 locais da capital fluminense, incluindo a casa do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, no Leblon.

O jornal francês Le Monde informa que a polícia judiciária brasileira foi acompanhada por seus homólogos franceses e americanos.

A publicação afirma ainda que uma investigação parecida foi aberta pela Procuradoria Financeira da França.

O próprio Le Monde revelou em março de 2017, a partir de documentos fornecidos pelo Tesouro americano, que a empresa Matlock Capital Group, do empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, havia depositado US$ 1,5 milhão para a firma de Papa Massata Diack, filho do então presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e membro do COI (Comitê Olímpico Internacional), Lamine Diack.

“O empresário é próximo a Sergio Cabral, governador do Estado do Rio entre 2007 e 2014, condenado a 14 anos de prisão em um megaescândalo de corrupção no Brasil”, diz o jornal francês.

Operação "Unfair Play"

Em 2 de outubro de 2009, Diack, poderoso consultor de marketing para a IAAF, transferiu US$ 299 mil dólares de sua empresa para uma estrutura Yemi Limited, que o Le Monde conseguiu vincular, graças aos dados do Panama Papers, ao ex-campeão atlético namibiano Frankie Fredericks. Este último era então um controlador do voto para o COI, do qual se tornou membro em 2012.

Já o jornal inglês The Guardian diz que Nuzman foi um dos alvos da operação chamada Unfair Play. A investigação, que começou há nove meses e que é uma ramificação da operação Lava Jato, concentra-se em um "esquema criminoso que envolve o pagamento de propina em troca da contratação de empresas terceirizadas pelo governo do Rio de Janeiro", segundo a PF.

Segundo o jornal, no último mês de março os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio negaram a compra de votos.

Já o jornal espanhol La Vanguardia lembra que o Rio derrotou Madri como sede da Olimpíada, além de Chicago.

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