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“Villa-Lobos leva o europeu a se interessar por outros compositores brasileiros”, diz Paulo Meirelles

Áudio 06:41
Meirelles: doutorando da Sorbonne, pesquisando a obra de Almeida Prado.
Meirelles: doutorando da Sorbonne, pesquisando a obra de Almeida Prado. Arquivo pessoal

Nesta terça-feira (7), o pianista brasileiro Paulo Meirelles se apresenta na embaixada do Brasil em Paris ao lado da mezzo-soprano Angela Diel. O duo interpreta canções eruditas, de Villa-Lobos a Marlos Nobre, apresentando um painel da música contemporânea brasileira.

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Nascido na pequena cidade de Astorga, no norte do Paraná, Paulo Meirelles foi apresentado às teclas do piano aos cinco anos, pelas mãos da professora Sandra Delallo. Desde então nunca mais abandonou o teclado, ganhando uma série de concursos no Brasil, que o levaram aos festivais e, finalmente, à Universidade de São Paulo, onde estudou piano sob a orientação de Fernando Corvisier.

Interessado pela prática e pela teoria, Meirelles deu continuidade aos estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde, com uma bolsa da CAPES, defendeu uma tese de mestrado em Práticas Interpretativas, abordando a obra do compositor José Antônio de Almeida Prado (1943-2010).

Tocando com um tom de “azul arroxeado”

Hoje, Meirelles cursa o segundo ano do doutorado em Música da Université de Paris-Sorbonne, onde se aprofunda na compreensão e interpretação da subjetividade nas obras para piano de Almeida Prado.

“O foco da minha pesquisa são as metáforas do Almeida Prado. Ele sempre usou muitas anotações subjetivas nas suas composições. Ele indicava, por exemplo, que um trecho devia ser tocado ‘como estrelas’, ‘como uma galáxia’ ou ‘azul arroxeado’. Isso é um desafio enorme para o músico, que tem que interpretar essas anotações tão subjetivas”, explica Meirelles.

Sempre Villa-Lobos

No concerto desta terça-feira, Meirelles e Diel esperam poder cativar os ouvidos europeus com um repertório bastante variado de compositores brasileiros de música contemporânea. Além de Camargo Guarnieri, Francisco Mignone e Marlos Nobre, o programa conta com duas peças de Heitor Villa-Lobos, ainda considerado por muitos melómanos o mais importante compositor erudito do Brasil, senão de todo o continente americano.

“Villa-Lobos faz a ponte para que os europeus possam se interessar por outros compositores brasileiros de música erudita”, contou Meirellles à RFI.

Clique no box abaixo para assistir ao vídeo da entrevista de Paulo Meirelles. No fundo musical, ouvimos O Uirapuru na voz de Angela Diel com piano de Paulo Bergmann.

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