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Berlinale/Cinema

Brasil leva política e questão de gênero para 68ª Berlinale

Imagem do documentário "O Processo", de Maria Augusta Ramos, que conta, do ponto de vista da defesa, o processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Imagem do documentário "O Processo", de Maria Augusta Ramos, que conta, do ponto de vista da defesa, o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Maria Augusta Ramos

Mesmo se ficou fora da competição oficial, o Brasil tem forte presença nas mostras paralelas da 68ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que começa nesta quinta-feira (15). As produções brasileiras apresentadas este ano na Berlinale são marcadas principalmente por temáticas sociais e políticas.

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Enviado especial a Berlim

O Brasil não concorre com nenhum filme na seleção oficial. O diretor brasileiro José Padilha apresenta, fora da competição, 7 dias em Entebbe. A trama, estrelada por Rosamund Pike e Daniel Bruehl, é uma nova versão para as telas da operação israelense de libertação de reféns depois que um avião da Air France foi sequestrado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1976. O cineasta conhece bem a Berlinale - ele ganhou, em 2008, o Urso de Ouro, principal prêmio do evento, com Tropa de Elite.

Mas a presença brasileira é visível principalmente nas mostras paralelas, como a "Panorama", uma das mais importantes de Berlinale. O diretor Karim Aïnouz, radicado atualmente na Alemanha, traz Zentralflughafen THF (Aeroporto Central THF, em tradução livre), um documentário rodado no aeroporto desativado de Tempelhof, em Berlim, que se transformou em abrigo para refugiados, vindos principalmente da Síria.

Impeachment de Dilma e debate sobre temas sociais

Os temas sociais continuam com os documentários Ex Pajé, Luiz Bolognesi, filme rodado em idioma tupi e que aborda a questão indígena, e Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, que traz um retrato da performer trans Linn da Quebrada. A questão de gênero, aliás, é um dos pontos fortes desta mostra "Panorama", que apresenta uma seleção intitulada “Desobediência”, focada no machismo na América Latina. Um dos representantes dessa lista é o também brasileiro Tinta Bruta, ficção intimista que tem o tema da homofobia como pano de fundo. Já Unicórnio, de Eduardo Nunes, participa da seleção de filmes "Generation 14plus", dirigida ao público infanto-juvenil.

Outro filme que deve dar o que falar é O processo, da brasileira Maria Augusta Ramos. O documentário de mais de duas horas conta, de forma didática, cronológica, e do ponto de vista da defesa, o processo que levou à destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Uma manifestação contra o atual presidente Michel Temer está prevista no dia 21 de fevereiro, no momento da projeção do filme para o público.

O Brasil também marca ponto entre os curtas, com produções como Alma Bandida, de Marco Antônio Pereira, Terremoto Santo, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, e Eu sou o Rio, de Gabraz Sanna e Anne Santos, que conta a história do músico carioca Tantão, além da co-produção luso-brasileira Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.

68ª edição da Berlinale exibe vai até 25 de fevereiro.

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