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Sergio Amadeu: combate à desinformação na rede é importante mas não pode virar censura

Áudio 10:52
Sergio Amadeu é coordenador do Grupo de Trabalho de Internet e Eleições do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Sergio Amadeu é coordenador do Grupo de Trabalho de Internet e Eleições do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Divulgação

O Comitê Gestor da Internet no Brasil acaba de lançar um guia intitulado Internet Democracia e Eleições. O documento explica o funcionamento das redes sociais digitais e traz dicas práticas de como combater a desinformação na rede. Sergio Amadeu, coordenador do Grupo de Trabalho Internet e Eleições do CGI, ressalta que o combate às informações falsas é importante, mas não deve impedir a livre circulação de informações e opiniões. "Nós estávamos muito preocupados com os processos de desinformação na rede, mas também igualmente preocupados que o chamado combate às fake news pudesse levar à censura e à perseguição política", argumenta.

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A publicação de 60 páginas, que está disponível gratuitamente no site do CGI, destaca que "a desinformação adquiriu uma velocidade maior na era da Internet, transformando-se em parte do jogo político de nossas sociedades. Ela inclui não só as notícias falsas, mas também a publicação proposital de uma notícia antiga ou fora de contexto e a mobilização de grandes grupos   ou até mesmo robôs   para reforçar determinados discursos".

Amadeu explica que exatamente por isso, o comitê escolheu usar o termo desinformação e não fake news ou notícias falsas, que são expressões redutoras e não abrangem todos os tipos de práticas de desinformação. Segundo ele, o objetivo da publicação é "mostrar que existe uma série de fenômenos positivos e negativos na rede, principalmente em relação ao debate político, e que é fundamental manter as liberdades, os direitos humanos e garantir que as pessoas não caiam no conto da desinformação".

Guia visa para combater a desinformação

O documento tem linguagem acessível e faz um panorama bastante amplo do funcionamento das mídias sociais, do papel da publicidade e dos interesses comerciais das empresas de internet e do papel da justiça. Amadeu lembra que as disputas em relação a informações online devem ser julgadas não apenas em acordo com a Constituição brasileira, mas também com as especificações do Marco Civil da Internet, aprovado em 2014. Ele conta que o CGI tem inclusive oferecido cursos para juízes com o objetivo de aprofundar os conhecimentos do judiciário em relação a essa questão.

Especificamente sobre as práticas que cada um de nós pode adotar para evitar que notícias falsas ou descontextualizadas se espalhem, o CGI sugere 6 pontos: desconfie de títulos bombásticos; pense antes de clicar; verifique as fontes; duvide de informações compartilhadas sem referências; na dúvida, não compartilhe; não se cale.

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