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“Entregarei um país melhor do que o que recebi”, diz Temer na ONU

Temer participou nesta terça-feira do debate promovido pela ONU
Temer participou nesta terça-feira do debate promovido pela ONU Reuters

O presidente Michel Temer participou nesta terça-feira (25) do 73° debate da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Faltando alguns dias para a eleições no Brasil, o chefe de Estado afirmou ter “dito não ao populismo” e “colocado o país no trilho do desenvolvimento”.

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Temer foi o primeiro dirigente a falar no evento e fez, no final de seu discurso, menção às eleições de 2018 e ao estado da democracia no país. “Em duas semanas, o povo brasileiro irá às urnas [...] Assim determina nossa constituição, assim tem sido nos últimos 30 anos e assim deve ser sempre. Afinal, nós somos autoridades constituídas, já que o poder emana do povo e este é o titular do poder”, disse.

De acordo com o presidente, a “alternância do poder é da alma mesma da democracia e a nossa é uma democracia vibrante, lastreada em instituições sólidas”. Ele também afirmou que cederá o cargo a seu sucessor “com a tranquilidade do dever cumprido”.

“Hoje, no Brasil, podemos olhar para trás e verificar o quanto fizemos em pouco tempo de governo. Dissemos não ao populismo. E vencemos a pior recessão da nossa história. Recessão com severas consequências, sobretudo para os mais pobres. Recolocamos as contas públicas em trajetória responsável e restauramos a credibilidade na economia. Voltamos a crescer e gerar emprego”, declarou.

Temer fez críticas ao antigo governo, dizendo que “problemas sociais antes ameaçados pelo descontrole dos gastos puderam ser salvos e ampliados”. Ele também se mostrou otimista quanto à sua atuação como chefe de Estado, apesar dos baixos índices de popularidade: “O país que entregarei a quem o povo brasileiro venha a eleger é melhor do que aquele que recebi”.

O dirigente terminou seu discurso com uma menção ao ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, que morreu no mês passado, e afirmou que o Brasil é um país “que, diante do isolacionismo, propõe mais abertura e integração e que, diante da intolerância, propõe mais diálogo e solidariedade”.

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