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Armas/Bolsonaro

Rio realiza 1ª feira de armas após liberação da posse por Bolsonaro

O ministro da Justiça, Sergio Moro, olha armas no stand da empresa Glock durante o maior salão de armas da América Latina, no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 2019.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, olha armas no stand da empresa Glock durante o maior salão de armas da América Latina, no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 2019. REUTERS/Ricardo Moraes

A maior feira de armas da América Latina abriu suas portas no Rio de Janeiro nesta terça-feira (2).  Entre os visitantes, militares e ministros, mas também pessoas que buscam se armar. Desde a eleição de Jair Bolsonaro, o contexto se tornou muito favorável para o setor, uma vez que um de seus primeiros atos ao assumir a Presidência foi assinar um decreto que liberou a posse de armas de fogo no Brasil.

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Sarah Cozzolino, correspondente da RFI no Rio de Janeiro

Revólver na mão, Alex Santos veio ao maior salão de armas do continente para testar as novidades antes de encomendar sua arma na internet. "É como se eu estivesse praticando uma arte marcial, é um prazer", disse o segurança particular, que começou a frequentar um clube esportivo de tiro no ano passado. Você acha que fazemos isso por quê? Para se divertir, não para brigar na rua!", diz.

Criado em uma família militar, ele esteve desde muito jovem em contato com armas. Para Santos, graças a Jair Bolsonaro, o “tabu em torno das armas está desaparecendo”. "É claro que votei em Bolsonaro, e não acho que alguém aqui tenha votado em mais ninguém", diz ele. “Porque são pessoas de mente aberta", diz o segurança.

Como o presidente brasileiro, Alex acha que as armas não são perigosas em si mesmas, mas apenas de acordo com as intenções daqueles que as possuem. Maria Fernandes compartilha a mesma opinião. A policial de 59 anos de idade se aposentará em breve, então ela quer agora possuir uma arma pessoal. "Temos o direito de querer nos proteger em casa ou não: há pessoas que têm carros e outros que não têm e preferem pegar o ônibus. É só uma questão de escolha", diz Fernandes.

E essa escolha deve ser acessível ao "cidadão de bem", como repete Jair Bolsonaro, ou melhor dizendo, ao cidadão de uma determinada classe social: afinal, uma arma custa entre R$ 3.000 e R$ 5.000 no Brasil.

Liberação controversa da posse de armas

O presidente Jair Bolsonaro, considerado de extrema direita na Europa, assinou em 15 de janeiro de 2019 o decreto que facilita a posse de armas de fogo no Brasil. Promessa emblemática de sua campanha, a medida é controversa em um país que já enfrenta uma grande violência.

Apenas 15 dias depois de assumir o cargo, Bolsonaro organizou a cerimônia de assinatura no palácio presidencial, quando insistiu em seu credo: "o direito legítimo de se defender" e poder "comprar armas e munição". O controverso decreto autoriza a posse de uma arma de fogo em casa ou no trabalho, mas não permite que ela seja transportada em locais públicos.

Os brasileiros poderão comprar até quatro armas por pessoa, provando que têm um cofre para armazená-las. A duração da autorização foi prolongada de cinco para dez anos. Para isso, será suficiente ir à Polícia Federal para obter o documento, acessível a qualquer pessoa com mais de 25 anos, sem antecedentes criminais.

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