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Orlando Morais faz pré-estreia do documentário "Orlamundo" em Paris

Áudio 09:28
Orlando Morais, cantor e compositor
Orlando Morais, cantor e compositor Divulgação

“Orlamundo”, documentário focado na obra do cantor e compositor Orlando Morais e em seu projeto com artistas de vários países, tem pré-estreia nesta quarta-feira (10) no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.  

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Orlando transpôs para as telas o resultado de muitos encontros musicais com artistas estrangeiros e brasileiros realizados ao longo de sua carreira e que deram origem ao projeto Orlamundo, em 2017.

No documentário, Morais levou a maioria de seus convidados, como o chinês Guo Gan, o nigeriano Kuku, o malinês Kasse Mady Diabaté, a vietnamita Huong Thanh, além da dupla de violeiros goianos Marcus Baincardini e Jairo Reis aos Lençóis Maranhenses, onde foram gravadas muitas cenas do documentário. Foi um período fértil de muitas trocas culturais e de convivência, ressaltou.  

“Os artistas chegam com a roupa que eles se vestem, cantam na língua deles, com o pensamento deles. É a possibilidade de convivência que me interessa. Tenho a convicção que o mundo precisa se dialogar como ele é realmente. Os mercados criam uma tendência que você precisa parecer com tudo”, explica.

A escolha pela filmagem no Brasil e na natureza exuberante dos Lençóis Maranhenses são ligados ao que o país representa, segundo Morais: “O Brasil é um país originalmente muito misturado. Isso nos deu um jeito de proceder com as coisas e de pensar inédito. Queria que os artistas sentissem o que sinto quando chego ao Brasil. Fora toda a loucura, existe um país esplêndido para ser explorado”, justifica. “A música é esse vagão extraordinário que transporta tudo para lugares tão distintos”, acrescenta.

Orlando e seus convidados nos Lençóis Matanhenses
Orlando e seus convidados nos Lençóis Matanhenses Arquivo Pessoal

"Orlamundo" é um desfile dos encontros musicais de Orlando permeado com suas reflexões sobre sua vida, atividade artística e os músicos que o influenciaram.

Seus depoimentos pessoais foram gravados com o corpo mergulhado na água. “Quis gravar na água para não fazer depoimentos inteligentes, explicativos. Ficariam mais contemplativos, na onda do filme. Muitas vezes gravei pensando que não iria entrar no filme. Mas foi vindo na garganta e foi dizendo. O cinema tem isso, é igual à água. Entra por lugares onde não deveria entrar, alaga onde não teria que alagar e acaba tendo um resultado verdadeiro. Foi o que aconteceu com esse filme”, afirmou na entrevista à Rádio França Internacional.     

Emoção com Caetano Veloso

No encontro emocionado com Caetano Veloso, Orlando revela a influência do músico baiano na sua carreira artística. Ele lembra que um show de Caetano em Goiânia, ainda na época da ditadura, o ajudou a definir seu futuro.

“Quando cheguei ao Rio ele pegou uma letra minha e disse: eu quero fazer essa música. Imagina o que foi para mim. Foi um encontro de almas. Ele está no altar sagrado do meu coração”, afirma. “Ele é um dos maiores artistas do mundo e um grande pensador. É um super poeta, um grande cantor e um visionário”, elogia.

Na entrevista à RFI Orlando comentou ainda que sua filha Antônia foi uma das responsáveis pelo filme ter sido realizado. Pouco antes do início das gravações, ele pegou uma pneumonia e pensou em adiar as filmagens. “Ela foi no meu quarto e disse que iria fazer o filme e ficar o tempo todo comigo. Ela foi um anjo, é uma fortaleza, uma rocha ”, diz. 

Orlando diz não ter muita expectativa sobre a carreira de seu documentário. "Eu não espero nada, não tenha expectativa sobre as coisas. O caminho do Festival é muito charmoso. Você tem um diálogo com pessoas que fazem cinema”, diz sobre a pré-estreia no Festival de Cinema de Paris, onde "Orlamundo" está na programação, ao lado de obras de amigos como Wagner Moura e Elza Soares, com quem já trabalhou.

No Brasil, Orlando diz que há mais expectativas sobre a obra, mas ainda estuda propostas para divulgá-lo no país. “Antes, quero que ele respire, com a força que tem. Quero cuidar do percurso dele, mas não empurrá-lo. Quero que tenha seu próprio percurso. Estou feliz de ter feito o filme”, resume.

Veja a entrevista na íntegra em vídeo clicando no link abaixo

 

 

 

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